Sunday, July 31, 2011
Escritor baiano adere a campanha de leitura das Nações Unidas
Sunday, June 05, 2011
Fala Escritor: um grande Sarau para comemorar 20 edições...
Serviço
O que: Fala Escritor
Onde: Livraria Saraiva Shopping Iguatemi (Espaço Glauber Rocha).
Saturday, May 08, 2010
Carlos Conrado entrevistado por Luciana Tannus
Conrado, quando e como você descobriu a poesia em sua vida?
Bem, essa lembrança permanece nítida em mim. Foi através de um primo meu. Ele me apresentou os poetas Castro Alves, Camões, Álvares de Azevedo e Bocage quando eu tinha somente 11 anos. Ele escrevia e me incentivava a escrever. A princípio desenvolvendo cartas as quais sempre trocávamos, devido à distância. Eu morava no interior da Bahia e ele em São Paulo. Seu nome é Thiago Amorim!
Dediquei-me mais a poesia quando conquistei meu primeiro prêmio literário promovido pela Entidade Dignus Day de Lages do Batata-BA, no ano de 1999.
De que forma se dá, o seu processo de criação?
Pode parecer um tanto estranho, mas eu adoro fazer pesquisas antes de criar qualquer texto, mesmo que seja algo puramente lírico. O conteúdo está em mim, muitas vezes, mas a técnica de construção, prefiro que seja de forma experimental. Os livros didáticos e as técnicas já criadas me servem para serem embaralhadas futuramente. Minhas temáticas variam muito. Sou uma pessoa com sede de conhecimento. Gosto de estar presente em todas as áreas. Sou adepto da personificação das coisas. Acredito ser um neosimbolista!…
Como você vê a poesia nos dias atuais?
Acredito que está cada vez mais distante do público alvo, que são os leitores comuns. Digo assim, pois, mesmo com todos os problemas, ainda temos o público que é o de poetas como nós! Escrever se tornou um exercício de escritor para escritor. Precisamos de políticas públicas de incentivo não só a leitura mais sim também a produção literária.
Você acha que existem leitores para a poesia?
Como já disse acima, o maior índice de leitores para a poesia está presente no universo daqueles que são criadores, assim como nós. Devo dizer também que uma minoria de leitores comuns faz com que nossa luta em prol desta arte não seja em vão.
Você sofreu influências de alguns escritores e poetas para o desenvolvimento de sua veia artística?
Os poetas mencionados acima foram minhas primeiras influências. Logo após, quando entrei para o corpo de Árcades da Arcádia Literária, conheci Augusto dos Anjos, Lord Byron, Baudelaire, e em especial, Fernando Pessoa, Blake, Cruz e Sousa. Fora do campo Poético, me encantei com as obras de Goethe, Fredrich Nietzsche, Sócrates e os sergipanos: Tobias Barreto, Silvio Romero, Mário Jorge e outros tantos do nosso vasto Brasil.
Possui livros publicados?
Sim! Quatro livros. São eles: Poesia Condenada, O Aeronauta Entre a Razão e a Loucura, Biografia de Áurea Albano Estevão de Souza e organizei a antologia poética A Plêiade – Tributo à Paz.
Tenho participação em antologias organizadas por outros escritores promotores de cultura. A exemplo: Valdeck Almeida de Jesus e Sandra Stabile. Acredito que minhas publicações em livros coletivos já ultrapassaram o número 10. Não gosto de fazer cálculos!... Publico meus textos em jornais e revistas também. Por algum tempo colaborei com o Jornal O Capital, aqui de Aracaju, liderado por Ilma Fontes. Também tinha forte abertura no Jornal O Liberal, de Laranjeiras, graças ao amigo poeta Emerson Maciel. Na Bahia, tive o privilégio de publicar em várias edições da revista ArtPoesia, liderada por Carlos Alberto Barreto. Também é de grande relevância para mim citar as publicações em 3 edições da revista internacional The Moon Ligth of Korea.
Não posso esquecer do trabalho à frente da revista Locozines – Revista da Cultura Emergente, a qual muito me permitiu ousar bastante.
Certa vez, eu assisti a uma performance sua em um evento de poesias na “Casa de Cultura”, aqui em Aracaju, e achei fantástica a sua apresentação. Como é aliar a poesia ao corpo e deixar fluir esse magnetismo de forma tão natural?
Moça! Rsrsrsrsrs. Até os meus 16 anos eu era um jovem tímido o suficiente para ter medo de mulheres que eu considerava bonitas e outras coisas totalmente bizarras. Melhorei meu comportamento graças ao teatro. O teatro liberta! Agradeço a atriz Tetê Nahas, pois ela fez um milagre em mim. Unir a poesia com o teatro me permite aproximar-me da mensagem lapidada a ponto de causar os incômodos que os textos muitas vezes procuram extrair dos seus ouvintes.
Sobre o seu livro “O Aeronauta”, o que o motivou a criação?
Confesso que me inspirei à criação deste meu livro, após ler a célebre obra de Erasmo de Rotterdam, “O Elogio da Loucura”. Erasmo foi um dos primeiros escritores que deu voz a Loucura. Sabendo da presença desta “enfermidade” no universo e dentro do meu Eu, acreditei ter ouvido da própria protagonista o pedido de fazer com que o seu canto prosseguisse. Sei que não sou o único a fazê-lo! Mas me esforço o bastante para ser fiel a ela.
Existe um trecho de seu livro “O Aeronauta” que diz o seguinte:
“(...) Quero cultivar a minha loucura sem ferir a ninguém. Quero a liberdade para gozar de todas as minhas faculdades. Quero a aceitação de todas as minhas diferenças (...)”
Você acha que isso seja possível no mundo de hoje?
Bem, fazer isto acarreta em várias consequências! Penso que o homem é mais feliz quando expõe seus verdadeiros sentimentos. Quando a expressão não for abafada pela nossa própria censura. É claro, fazer isto de forma a respeitar o quadrado do seu irmão. Mesmo que se siga o lema de Aleister Crowley, é necessário o respeito para com o próximo sempre!
Você publica na rede, em revistas eletrônicas e possui o seu blog. Você acha que a internet tem propiciado a difusão de suas obras poéticas?
Sim! É evidente que através da Internet a divulgação dos nossos trabalhos aumenta de forma voraz e eficiente. Se com livros impressos para chegar a 300 leitores, em média, necessitamos de meses, na Rede é possível conseguir atingir esta meta em apenas um dia. Paulo Coelho prova isto com o seu blog que recebe cerca de 3 milhões de visitantes por dia.
Você preside o Movimento Cultural A Plêiade. Fale um pouco a respeito disso.
O Movimento Cultural A Plêiade foi criado recentemente com a proposta de aglutinar militantes da cultura que, assim como eu, acreditam que o trabalho coletivo é mais forte que o trabalho de um homem só. O Movimento, além de buscar seus sócios, busca também seus representantes em cada uma das cidades brasileiras. São os chanceleres... nossos representantes legais, que têm como objetivo e dever promover e divulgar as ações culturais e sociais de sua cidade.
Nossa história começou no blog Dichtershaus, mas precisamente em 2006, a princípio como título de uma antologia organizada por Thiago Amorim e eu. Em 2009, em parceria com outros agentes culturais, vimos a necessidade de ampliar as nossas atividades. Criamos uma Rede Social no Ning, e já estamos projetando o nosso site para que haja um maior contato entre nós e que, também, venhamos divulgar as nossas produções.
Plêiade, palavra do latim que significa cada uma das sete estrelas que formam a constelação que era considerada favorável à navegação. No sentido figurado, é uma reunião de pessoas célebres, com profundo saber.
Existe algum projeto literário que você pretende desenvolver?
Muitos projetos rondam a minha mente! Para dá-los força até pensei em me candidatar como Deputado neste ano, no intuito de ganhar poderes para executá-los todos de forma a agradar todos os beneficiados. Independente de poderes maiores, faço e continuarei a fazer a minha parte. Organizo o evento Tertúlia, juntamente com os escritores Luiz Lyrio, Gigi, Luciana Tannus e a Presidente da Arcádia Literária e minha companheira, Talita Fontes.
Os projetos que venho desenvolvendo ao longo do tempo são frutos de trabalhos coletivos. A união do nosso Movimento junto ao Consulado Sergipano do Poetas Del Mundo; do Movimento Cultural Abrace, representado em Aracaju por Luiz Lyrio; da Arcádia Literária; da Cia. De Teatro Stutifera Navis e Casa Rua da Cultura, lideradas por Lindemberg Monteiro; da Casa do Poeta de Aracaju, presidida por Ilma Fontes; do Projeto Alma Brasileira, comandado por Sandra Stabile; da AAPLASA- Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju, liderada pelo artista Chiko Só; do Projeto Nova Coletânea com Bruno Resende à frente; do Projeto Fala Escritor, liderado por Leandro de Assis; do Círculo Universal de Embaixadores da Paz; do Jornal O Liberal representado por Emerson Maciel; dos agentes culturais Valdeck Almeida de Jesus e Renata Rimet, da mídia sergipana, a exemplo do Jornal impresso CINFORM, TV Sergipe e Aperipê, fazem com que nossos projetos ultrapassem as barreiras da mente e do papel. Com essa união muitos projetos são possíveis!
A partir do próximo mês, estarei iniciando as oficinas de Teatro e Desenho no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, o qual acolhe de forma carinhosa a Arcádia Literária. Esta não é a primeira vez que ministro oficinas nesta área. Adoro trabalhar com os jovens, que assim como eu, possuem muito talento à espera de alguma ação ativadora e incentivadora.
Como você define o Carlos Conrado?
Um cidadão comum de 24 anos, tentando fazer arte em todas as suas vertentes. Seja nas letras – onde mais me encontro, nos palcos, ou nas artes plásticas. Eu sou um sujeito romântico, louco e amigo!... Existe uma música do Raul que diz o seguinte: “O auge do meu egoísmo é querer ajudar.” Grifo esta frase no intuito de expor um grande defeito como profissional ou até mesmo, como um ser no individualismo. Não consigo ser individualista, nem querendo! Gosto de ser diplomático. Atender a todos independente da raça, credo, cor, nação e ideologia. Por ser assim, apareço inúmeras vezes querendo agarrar o mundo com apenas duas mãos, e acabo não conseguindo tanto êxito, é óbvio!…
Nas horas vagas gosto de ler, escrever... é claro! E também gosto de pintar telas, sempre experimentando novas técnicas. Gosto de assistir e produzir filmes, inda que sejam caseiros, mas adoro o campo do cinema, principalmente dos bastidores. Tento colher o máximo de informações possíveis para que, mais tarde, quando eu estiver soltando meu último suspiro, ir em paz sabendo que vivi o máximo de mim.
Enfim, poderia deixar aqui os endereços eletrônicos de suas obras para os leitores acessarem?
http://www.conradoemtextos.blogspot.com/
Facebook: Carlos Conrado Spykezem
http://www.vidasemcartas.blogspot.com/
Pois é pessoal, conhecemos aqui um pouco da vida desse poeta de mil faces, de suas habilidades e de seu amor por tudo que faz. Quero agradecê-lo pela disponibilidade e pelo carinho, tão presente, no trato com as pessoas, sempre. Obrigada.
*Luciana Tannus - Poetisa mineira natural de Belo Horizonte. Atualmente reside em Aracaju-SE. Mantém o blog: http://www.lucianatannus.blogspot.com/
Monday, October 12, 2009
Livros a mão cheia no Espaço Castro Alves
Ontem a noite (10), na MegaStore Saraiva Salvador Shopping, aconteceu a III edição do Fala Escritor e como nas edições anteriores foi um evento cheio de surpresas. Na palestra “Machado de Assis e Profissão do Escritor”, Carlos Alberto Barreto falou sobre as dificuldades que os profissionais do livro passam, pois não há uma regulamentação da profissão de escritor, escritor não se aposenta, não tem registro em carteira e malmente consegue conviver apenas do seu trabalho artístico intelectual.
Barreto convidou Valdeck Almeida de Jesus, vice presidente da Câmara Bahiana do Livro para dar sua opinião sobre o assunto. Além dele, participaram também, Jaime Poeta e Malu Freitas. Nesta edição, assim como nas outras, apareceram poetas que inscreveram-se na hora do evento para o recital e assim tivemos dezoito poetas mostrando sua arte, vamos aos nomes:
Isabel Bispo, Lucumar Soares, Sandra Stabile, Malu Freitas, Leandro de Assis, René Átila, Varenka de Fátima, Renata Rimet, Monique Jagersbacher, Tássio Revelat, Luís Ramos, Valdeck Almeida, Lucelma Oliveira, Vera Passos, Priscila de Athaides, Jaime Poeta, Ildo Simões e Carlos Alberto Barreto.
Estava presente também o jovem escritor e poeta Bruno Máriston, estudante do nono ano do ensino médio no Colégio da Polícia Militar - Lobato. Bruno teve seu poema Violência recitado pelo idealizador do evento, Leandro de Assis. No poema, Máriston fala que “gostaria de ver o mundo com muita paz e mais decência, onde todos se unissem e desse um basta na violência”. Contamos ainda com a presença dos escritores, Carlos Souza, Alexandre Amaral e da escritora Fau Ferreira, uma das organizadoras do evento.
Além dos livros Diário de Rafinha de Léo Dragone e do Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, que já estavam programados, foi lançado o livro O Vampiro da Internet de Licínia Ramizete, que foi públicado pela editora gaúcha Fábrica de Leitura. Os livros de Léo Dragone e Valdeck Almeida de Jesus estão disponíveis na Saraiva e o da Licínia Ramizete na Siciliano Iguatemi.
Mais uma vez tivemos a honra ter conosco os músicos Carlos Ventura e Rick Vieira que encerraram a programação com interpretações de outros artistas e também com suas composições.
Desta vez a apresentação ficou por conta de Grigório Rocha um dos organizadores e autor do blog Poesia do Absurdo: http://poesiadoabsurdo.blogspot.com/
Fonte: Inquietações
Wednesday, September 09, 2009
Escritores baianos em sarau poético

Com o objetivo de unir os novos escritores baianos e incentivar a escrita, a publicação e o lançamento de livros, disseminar informações pertinentes à literatura e ao mercado editorial, o Projeto Fala Escritor foi criado pelo poeta Leandro de Assis, com a colaboração de Carlos Souza, Fau Ferreira, Monique Jagersbacher e Valdeck Almeida.
A programação contará com recital poético, lançamento de livros e antologias dos novos autores baianos e palestras pertinentes ao universo literário. Ao completar um ano de projeto, os poemas recitados em cada edição farão parte de uma antologia a ser lançada, tanto no projeto quanto nas escolas públicas do estado.
No primeiro encontro, teremos a palestra "Como Publicar um Livro", ministrada por Valdeck Almeida de Jesus, além da programação abaixo:
Recital Poético:
-Alexandre Amaral
-Renata Rimet
-Carlos Conrado
-Betânia Uchoa
-Elionedson
-Railton Teixeira -Cordel
-Carlos Alberto Barreto
-Leandro de Assis
-Grigório Rocha
-Nickie Jagersbacher
-Nádia Cerqueira, Buzzy de Carvalho e Nara Góes apresentam: Renascer Poético
Palestra:
Palestra: Marketing Pessoal Para Escritores - Carlos Souza
Participação Musical:
Carlos Ventura e Rick Vieira
Lançamentos:
Antologia Alma Brasileira - Sandra Stabile (Organizadora)
Serviço:
O que: Fala Escritor
Onde: Saraiva Mega Store do Salvador Shopping
Avenida Paralela, s/n° - Salvador/BA
Quando: 12 de setembro de 2009, às 18 horas
Contatos:
Leandro de Assis
(71) 8831-2888
Você já leu Memorial do Inferno, de Valdeck Almeida de Jesus?
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