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Thursday, September 25, 2014

Caruru dos Sete Poetas se multiplica por dez vezes sete

Antologia com poemas de todos os participantes é lançada em Cachoeira-BA

"Todas as Mãos - 10 anos do Caruru dos Sete Poetas: recital com gostinho de dendê - 2004-2014" é um livro de quase 500 páginas, em formato digital, compila poemas de poetas dos dez anos do Caruru dos Sete Poetas. O lançamento está previsto para esta sexta-feira, 26 de setembro de 2014, às 19:30, o Pouso da Palavra, local sagrado da poesia cachoeirana, onde Damário Dacruz passou boa parte de sua vida recitando, escrevendo, fotografando.

O livro, organizado por João Vanderley de Morais Filho, através da Portuário Atelier Editorial, registra pra posteridade a participação de poetas de várias partes do Brasil e da América Latina. O convite está aberto. Venha prestigiar esta história e Todas as Mãos que ajudaram a construí-la!

Os autores:

ADRIANO EYSEN, ANDERSEN FIGUEREDO, ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA BARRETO, CARINE ARAUJO, CLEBERTON SANTOS, CLARISSA MACEDO, CLEA BARBOSA, CRISPIM QUIRINO, DEISIANE BARBOSA, DOUGLAS DE ALMEIDA, EDMAR VIEIRA, EDINEY SANTANA, EDSON CONCEIÇÃO DOS SANTOS, ÉLE SEMOG, ELIZEU MOREIRA PARANAGUÁ, FABRÍCIA MIRANDA, FAUSTO JOAQUIM, GILDEMAR SENA, GUSTAVO TATIS GUERRA,HERCULANO NETO, ÍNDIA SÔNIA, JOÃO VANDERLEI DE MORAES FILHO,JOCÉLIA FONSECA, JOSÉ CARLOS LIMEIRA, JOSÉ GERALDO NERES, JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO, JOTACÊ FREITAS, JURACI TAVARES, KARINA RABINOVITZ, KATIA BORGES, LANDE M. MUNZANZU ONAWALE, LITA PASSOS, LIVIA NATALIA, LUAR AIDNER MENDEZ, LUIZ MIRANDA,MANUELA BARRETO, MARCOS PERALTA, MARLON MARCOS, MARTIN SALAS, MARTHA GALRÃO, MIGUEL CARNEIRO, NELSON SANTANA, NUNO GONÇALVES, ORLANDO PINHO, PEDRO BLAS JULIO ROMERO, PULUCA PIRES, RAIMUNDO CERQUEIRA, RITA SANTANA, RONI BONN, SÉRGIO BAHIALISTA, SHIRLEY CAMPBELL BARR, TIAGO OLIVEIRA, URANIA RODRIGUES, VADECK ALMEIDA DE JESUS, VÂNIA MELO, WANCIR SALES, WESLEY BARBOSA.

De acordo com o site da Secult-BA, "O Caruru dos 7 Poetas é um evento que une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana, caruru dos sete meninos, de reverência aos Ibejis, da tradição afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião. Numa analogia aos sete meninos das manifestações religiosas, este projeto promove o encontro de sete poetas para recitar seus versos e celebrar a cultura e arte literária. Envolve ações educativas, recital, quermesse de livros e performances artísticas".

Friday, August 23, 2013

9ª Edição do Caruru dos 7 Poetas celebra a poesia e tradições culturais da Bahia


No dia 28 de setembro (sábado), acontece em Cachoeira (Bahia) a 9ª edição do CARURU DOS SETE POETAS – RECITAL COM GOSTINHO DE DENDÊ, evento que une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana e integra diversas manifestações artísticas, tanto para o público adulto quanto o infantil. O evento é gratuito e acontece em praça pública, no Largo d’Ajuda.


A festa para a criançada começa às 15 horas, com as Brincadeiras Poéticas, programação infantil com presença de palhaços e poetas. Às 19 horas sai cortejo poético da Praça da Aclamação até o Largo D’Ajuda dando início a programação noturna, que será aberta pela performance artística do grupo Importuno Poético, formado pelas poetas Jocélia Fonseca, Cléa Barbosa e Lutigarde Oliveira, seguido pelo show de Tatiana Rocha.


Os sete poetas que abrilhantam a noite serão: Elisa Lucinda (RJ), Cléa Barbosa (BA), Shirley Campbell Barr (Costa Rica), Clarissa Macedo (BA), Kátia Borges (BA), Giselli Oliveira (BA), Valdeck Almeida de Jesus (BA).

O encerramento fica por conta do grupo musical Gêge Nagô, que integrará intervenções poéticas em seu repertório, além das cantigas de cunho afro-barroco. É também servido o tradicional caruru para o público.

O Caruru é uma iniciativa da Casa de Barro – Cultura, Arte, Educação e conta com apoio financeiro Fundo de Cultura da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda / Governo do Estado da Bahia.








Confira quem são os poetas do 9º Caruru




Elisa Lucinda se formou em jornalismo, profissão que exerceu na sua cidade natal, Vitória do Espírito Santo, até se mudar para o Rio de Janeiro, há mais de 20 anos. Desde então imprime sua marca como atriz atuando para teatro, cinema e televisão. Em 1995 publicou seu primeiro livro de poesia “O Semelhante” e suas poesias tomaram os palcos durante seis anos com este, que foi o primeiro espetáculo-poesia de uma série de sucessos que surpreendem os espectadores do Brasil e do exterior.


Aperfeiçoando este formato, criou vários espetáculos e hoje seguindo o fundamento da Companhia da Outra, grupo de teatro que formou com a atriz e diretora Geovana Pires, excursiona pelo país com mais um espetáculo solo, “Parem de falar mal da rotina”, sucesso de crítica e público no Fórum Internacional de Culturas, Barcelona, em 2004. Em 2005 representou o Brasil na XIV Feira do Livro de Cuba e em seguida no Espaço Brasil, em Paris. Em 2007, após a 6ª temporada de absoluto sucesso no Rio e com mais de 300 mil espectadores, o “Parem” segue, atendendo a convites para apresentação nas principais cidades do Brasil, juntamente com seu mais novo espetáculo “A Fúria da Beleza”, que foi visto em primeira mão pelos Portugueses, em julho de 2007. Em 2013, no mês de Setembro, a peça se prepara para o seu décimo primeiro aniversário. Atualmente Elisa comemora o quinto ano da Casa Poema no Rio de Janeiro, sede da Escola Lucinda de Poesia Viva. A Casa oferece uma agenda recheada de cursos, palestras, workshops, recitais, peças de teatro e encontros literários. A Casa Poema também comemora sua parceria com a OIT, em que ministra um curso de capacitação para a polícia, O Palavra de Polícia, outras armas.

 

O Amor de Dudu nas Águas

Estou virando uma menina
tornada mulherinha
com tanta coleirinha
de maturidade
ainda assim me sinto parida agora
tenra, maçã nova
nova Eva novo pecado.
Tudo gira e eu renasço menina
vestido curto na alma de dentro…
Deixo no mar os velhos adereços
a velha cristaleira, os velhos vícios
as caducas mágoas.
Nasce a mulher-menina de se amar
com água no ventre e no olhar.
Nasce a Doudou das Águas.


Clea Barbosa nasceu Clezenilde Barbosa, nascida no norte Pernambucano, criada em Juazeiro, norte baiano, filha de Elizabete Barbosa e Renilde Crisóstomo Castro, de todos os Orixás e do Caboclo Sultão das Matas. Poetisa por excelência e essência, iniciada no culto afro na casa da rocinha de Oxum Mona Aimê Itauêmim de Umzambi. Escreveu seus primeiros versos aos 8 anos.


Aguçou sua vida poética participando de diversas oficinas de teatro e laboratórios de expressão corporal Em 1999 teve sua primeira publicação independente com o grupo performático Importuno Poético. Tem como “linha poética” a total expressão dos sentidos do universo intimo ou cotidiano corriqueiro. Acredita na Fé e no Amor como prática de vida. Como artesã tem participado de diversas feiras, e como promotora de eventos, criou o Chá Simpatia, que compartilha com toda sua família, filhos e afilhados, amigos, esposo e comunidade em geral.

 

ORAÇÃO

 

Se posso falar de Nossa Senhora
O que impede-me falar de Oiá!?
Oiá Matamba dança canta no corpo meu
Minha força minha luta
História da minha raiz
Labuta do meu dia a dia
Avermelhado de vida
Sou filha sou mãe
Sou neta da lama sagrada
Do barro da terra
Que me benzeu
Oiá Matamba Vanju
Bamburucema teu ilá
Ecoa a liberdade da minha alma fêmea
guerreira
O brilho da tua beleza conduz os meus
passos
Mãe sou tua filha concebida pelo amor
Que trago de tempos outros
Que nem mesmo atinjo em palavras
O estrelato do universo me confirma
A força de Olorum sobre toda a natureza.
Axé!!!





Shirley Campbell é Costarriquenha e descendente de Jamaicanos por terceira geração. Estudou Teatro, Literatura e Escritura Criativa no Conservatório de Castella. Tem sido ativa em programas culturais e sociais: como professora no Conservatório de Castella. Tem organizado e dirigido oficinas de composição criativa, (Costa Rica, El Salvador, Honduras). Dirigiu programas culturais através da Associação para o Desenvolvimento da cultura afro-Costarriquenha. Ela é membro da Associação Costarriquenha de Escritoras. Fundadora da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento dos Afro-Costarriquenhos e é parte do Centro de Mulheres afro-Costarriquenhas.


É antropóloga formada na Universidade da Costa Rica. Fez cursos de pós-graduação em feminismo Africano da Universidade do Zimbábue, em Harare e tem um Mestrado em Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da Universidade Católica de Santa Maria e da Fundação Cultural e de Estudos Sociais (CIES).


Durante os últimos 20 anos, Campbell tem trabalhado como consultora independente nas áreas de gênero, direitos humanos e AIDS. Como poeta, e uma ativista pelos direitos dos afrodescendentes, oferece leituras de poesia e é ativa no movimento de mulheres negras em seu país e na América Latina. Campbell já publicou quatro livros de poesia e tem dezenas de poemas e artigos publicados em revistas, antologias e jornais em diversos países. Seus poemas já foram traduzidos para Inglês e o Francês.

 

La tierra prometida

Juro no detenerme
hasta encontrar
nuestra tierra prometida
debe estar en algún lugar
escondida
juro no mermar esfuerzo
ni caminos
ni batallas.
Juro entregarla
en las manos
y en los ojos
y en los sueños
de los niños.




Clarissa Macedo é baiana. Trabalha como revisora, escritora e produtora. Está concluindo o Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural (UEFS). Está presente nas coletâneas Godofredo Filho (2010), Sangue Novo (2011), Verso e Prosa – Oficina de Criação Literária III Feira do Livro (2011), Verso e Prosa – Oficina de Criação Literária IV Feira do Livro (2012) e no livro teórico Sem comparação: Torga, Rosa e Cia. Limitada (2013).


Publicou na Verbo21, no site Musa Rara, no Barcaças, em A Poesia do Brasil, na Diversos Afins, na 7Faces, na Blecaute.


Participou, em 2011, da IV Feira do Livro de Feira de Santana e da 10ª Bienal do Livro da Bahia na abertura da Praça de Cordel e Poesia. É colunista do site Viva Feira. Edita o blog Essa coisa que é o eu (clarissammacedo.blogspot.com). Coordena o projeto “O Grande Encontro: a literatura, seus autores e leitores”.

 

No meu poema, navegas sem rastro
Navegas nu, sem zelos, a meu lado

No mar que descerrou a encruzilhada,
Tu bordavas-me um manto pisado –
Navegavas indecente na fé que eu temia

Eras a era em que me perdia e abandonava
Eras a música que dissonante inaugurava
um calor de guerra e uma calma adormecida.

A poesia morre e vive. Em mim tu morrias,
porque no meu poema, e só no meu poema,
é que a vida fez sentido, sublime, alucinada.


 

Kátia Borges, 45, é escritora e jornalista. Publicou os livros de poesia “De volta à caixa de abelhas” (2002, Selo As Letras da Bahia), “Uma Balada para Janis” (2010, Edições P55) e “Ticket Zen” (2011, Escrituras) e, de prosa, “Escorpião Amarelo” (2012, Edições P55). Seus poemas foram publicados ainda nas coletâneas, “Sete Cantares de Amigos”, “Concerto Lírico para 15 vozes”, “Roteiro da Poesia Brasileira – Anos 2000″ e Traversée d’Océans – Voix poétiques de Bretagne et de Bahia, edição bilíngue organizada por Dominique Stoenesco.

 

Amor

 

Por todo o caminho, te levo comigo,
como quem carrega o próprio coração nas mãos, pulsando.
Como quem bebe um vinho precioso,
deixando que o líquido se espalhe e molhe o rosto.
Por todo o caminho, te levo comigo,
como quem arranca um punhado de mato e põe no bolso,
só para sentir a raiz entre os dedos.
Te levo comigo, sobre os ombros,
até o alto da mais alta das montanhas.


Giselli Ferreira de Oliveira, mulher, negra, cadeirante, mãe de Amana Raha e Naíma Ayra, graduanda do curso de ciências sociais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e militante do movimento negro. É uma das integrantes da Antologia Canoas do Paraguaçu, lançada pela Editora UFRB. Encontrou-se com a poesia de forma inesperada e hoje faz parte dela.

 

A Pele Traduz

Na pele
Carrego coragem de mulher guerreira
Suor de combatente
Como o vento
Circulo em todos os cantos
Não me escondo
Não mordo, não apanho
Apesar das amarras
Rescindo
E me enlaço no que confio
Feminina pele
Reflete o que sou
Por ela não me oculto
E nem poderia
Com ela me estampo
Todos os dias
Sou guerreira!
Sou mulher!
Sou Preta!

 


Valdeck Almeida de Jesus (1966) é jornalista, funcionário público, editor, escritor e poeta. Presidente do Colegiado Setorial de Literatura da Bahia. Embaixador da Divine Académie Française des Arts, Lettres et Culture, Embaixador Universal da Paz, Membro da Academia de Letras do Brasil, Academia de Letras de Jequié, Academia de Cultura da Bahia, Academia de Letras de Teófilo Otoni, Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA, Poetas del Mundo, Fala Escritor, Confraria dos Artistas e Poetas pela Paz e da União Brasileira de Escritores. Publicou “Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden”, “Feitiço contra o feiticeiro”, “Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia”, “30 Anos de Poesia”, “Heartache Poems”, ”Yes, I am gay. So, what? – Alice in Wonderland” (com versão em português: “Sim, sou gay. E daí? Desabafos de Alice no País das Maravilhas”), “O MST e a Mídia: uma análise do discurso sobre o Movimento dos Sem Terra nos jornais A TARDE online e O Globo online” (co-autor: Jobson Santana), dentre outros, e participa de quase noventa antologias. Organiza e patrocina o Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Literatura, desde 2005, o qual já lançou mais de 1000 textos de poetas do Brasil, África, Portugal, Estados Unidos, Venezuela, Suíça, China, Japão e outros. Site: www.galinhapulando.com

 

Sou África

Sou bela, sou negra
Tenho cabelo duro
Apesar do passado
De dor e grilhões
Eu me orgulho

Altiva, nativa
Mulata ou mestiça
Sou pele, sou alma
Tenho pé chato
Quadril largo
Nariz achatado
Tenho raiz
E ela me diz
Que sou Deusa
Rainha e Princesa

Sou plena e total
E também sou mito
Sou gente, real
Eu luto e grito:
Nem menos, nem mais
O que eu exijo
São direitos iguais!

 

 

Fonte:


 

Sunday, September 25, 2011

Meu Caruru dos Sete Poetas

A festa já é tradição e Cachoeira abraça aos visitantes com comida, poesia e muito carinho.


Luíse Sousa, Valdeck Almeida de Jesus e Ivonete Almeida

Por: Valdeck Almeida de Jesus

Sempre ouvi falar do Caruru dos Sete Poetas, evento cultural que celebra encontros poéticos, regado a dendê, caruru e vatapá. Sempre tive vontade de ir, mas a oportunidade não chegava. Tudo tem seu tempo, é o que aprendi com os mais velhos. E o tempo de minha ida chegou. Na oitava edição, acontecida dia 24 de setembro de 2011, um sábado, lá fui eu, todo espevitado, curioso, feliz, para conhecer mais um pedaço da cultura baiana, digna de aplausos e de abraços calorosos.

Saí de Salvador logo cedo, com a amiga Luíse Sousa, direto pra Santo Amaro, foi um pulo. Na casa de minha irmã Ivonete Almeida, tomei café, esperei almoço e, enquanto isso, devorava “Capitães da Areia”, de Jorge Amado. Emoção a cada capítulo, lágrimas nos olhos, que eu disfarçava. Meio livro eu li antes do meio dia. Almoço, descanso, mais Jorge Amado, ansiedade para ir logo a Cachoeira… Fim de tarde, mais da metade do livro degustado, alma repleta de boa literatura, barriga cheia, não dava mais pra esperar.

A viagem foi contada em minutos. A cada quilômetro percorrido, o olho batia no relógio do painel do carro. Parecia que eu não conseguiria chegar a tempo. Luíse e Nete conversando feito matracas e eu não ouvia nem prestava atenção a nada. Só pensava em chegar atrasado, ter que procurar o local da festa e não ter tempo de falar ao vivo com Luísa ou João, da organização do evento, com quem eu entrei em contato por telefone antes de viajar. Eu levava livros para distribuir e não queria ser inconveniente nem atravessar a programação. Afinal, eu era apenas um visitante e não tinha o direito de interferir numa comemoração que já dura oito anos e que celebra poesia e orixás. Havia de ter respeito.

Finalmente cheguei e, após rodar algumas quadras, perguntar aqui e ali, me indicaram o local exato onde ficava o Largo D’Ajuda. Encontrei Luísa, troquei umas palavras e esperei a hora. A ansiedade me fazia achar que não ia ser lá grande coisa, pois demorou uma meia hora o atraso. Que nada! O show foi espetacular, magnífico, emocionante! Os convidados, todos especiais, deram shows de declamação, leituras, performances, recitais, além das atrações com dança, música afro, shows de palhaços e muita alegria no ar, uma energia que inebriava, entranhava nos poros e se multiplicava em risos, afagos no ego, sensação de paz e de segurança. A festa, inteira, foi só festa mesmo. Não tinha cara feia, nariz torcido ou empinado, sentimentos de superioridade. Todos, irmanados, comungavam a mesma emoção: poesia! E a poesia transpirava, inspirava, expirava e emocionava convidados e assistência. Tudo era magia e alegria pura.

Acompanhei cada palavra e cada gesto dos sete poetas, das sete entidades sagradas do reino da poesia: Gustavo Tatis e Pedro Blás Julio Romero (Cartagena – Colômbia), José Geraldo Neres (Santo André-SP), Karina Rabinovitz, Manuela Barreto e Marcos Peralta (Salvador-BA). Este último eu já conhecia o talento e o merecimento de estar ali. Vi, também, Douglas de Almeida e Cleberton Santos, com quem troquei uns minutos de alegria e confraternização. Aproveitei para distribuir mais de cem livros de vários autores, o que não deu para quem queria. Nete e Luíse me ajudando em tudo. A Cia Pé na Terra dos Palhaços, “Dança Recôncavo”, Roda de Samba Dona Dalva e mais um mar de emoções completaram meu caruru, que degustei com cerveja, o friozinho da cidade e o calor do sentimento de já pertencer àquela comunidade de pessoas do bem! Virão outros carurus, outras emoções e eu já estou arrumando a mala para a próxima edição!

Valdeck Almeida de Jesus é poeta, jornalista e escritor. Membro da Academia de Letras de Jequié, de Teófilo Otoni e Academia de Cultura da Bahia.

Fontes:


Você já leu Memorial do Inferno, de Valdeck Almeida de Jesus?

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