Wednesday, September 16, 2009

Parceria Nova Coletânea com o XIII Concurso de Poesias da Arcádia Literária de Sergipe

Na foto: Carlos Conrado e Bruno Resende Ramos decidindo sobre a parceria

Em acordo firmado durante a 9ª Bienal do Livro da Bahia entre os escritores Carlos Conrado e Bruno Resende Ramos, determinou-se destacar sob forma de publicação o vencedor do XIII Concurso de Poesias da Arcádia de Sergipe nas antologias organizadas pelos Concursos Valdeck Almeida de Jesus e pela Nova Coletânea.
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Anunciamos, desse modo, o vencedor do concurso da Arcádia, concurso que primou pela participação de autores de diversas regiões do Brasil e de Sergipe, bem como pelo bom gosto e pela qualidade poética dos trabalhos que concorreram ao prêmio, ressaltando aqui a iniciativa importante de fomento a produção cultural e o engajamento do seu organizador, Carlos Conrado.
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O poema cujo título é VELHO JORNAL DE AMANHÃ é uma OBRA que merece destaque por trazer no seu tom irônico e crítico uma visão da realidade e as representações que a mesma ganha na mídia. Parabenizamos o escritor - poeta Herbert Sena Silva, natural de Mariana do estado de Minas Gerais, nascido em 13 de maio de 1991 pela bela obra e mensagem que destaca em seu poema. Para conhecê-lo é bom ouví-lo discorrer sobre si mesmo:"... Tenho me dedicado a escrever poemas e a compor algumas músicas. Após alguns anos observando concursos de poesias nacionais, candidatei meus poemas ao XIII Concurso de Poesias da Arcádia, sendo este o primeiro que obtive êxito na máxima premiação".
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O Projeto Nova Coletânea deseja que o poeta continue desenvolvendo seu dom para as artes da palavra e que possa alcançar seus objetivos nesta jornada em que empreende seu talento.
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Herbert estará na nossa nova Antologia "Livre Pensar Literário", representando mais uma revelação do estado de Minas Gerais, sendo natural de Mariana e residindo, atualmente em João Molevade.
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Poesia baiana em Sampa


O escritor Valdeck Almeida de Jesus é um dos participantes do encontro anual dos Poetas Del Mundo.

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A festa literária vai acontecer dia 21 de novembro, na Casa das Rosas, endereço privilegiado da cultura brasileira, organizado por Elisabeth Misciasci, Embaixadora Universal da Paz e Cônsul da cidade de São Paulo dos Poetas Del Mundo. Ali serão debatidos temas relativos ao universo do livro e da poesia. A abertura fica por conta da Dra. Delasnieve Daspet, sub-Secretária para as Américas.
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Valdeck Almeida de Jesus é membro da entidade e vai representar a Bahia. O evento é aberto a todo o público e tem como principal objetivo divulgar obras da literatura brasileira e mundial, além de provocar os participantes a responder: Qual a postura atual do poeta na sociedade; Quais os paradigmas da poesia contemporânea; Qual a colocação da poesia no Mercado Editorial Brasileiro.
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O Encontro da Poesia Paulista e o Encontro Anual do Poetas del Mundo do Estado de São Paulo será uma verdadeira Convenção da Poesia, posta em debate por todos os agentes que atualmente fazem a arte poética ser viável: leitores, editores, livreiros, jornalistas, professores, estudantes, críticos e colunistas literários etc. A interação entre o público e renomados escritores visa ampliar o gosto pela leitura, estimular o intercâmbio cultural e ampliar as fronteiras da arte.
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O Poetas del Mundo é um movimento que pretende impor a voz do Poeta na sociedade, e por isso mesmo todos os membros, Cônsules e Embaixadores estão oficialmente convidados a participar, sendo de São Paulo ou como convidados visitantes, de outros Estados.
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VALDECK ALMEIDA DE JESUS, 43, Jornalista, também é funcionário público, editor de livros e palestrante. Publicou os livros Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden, Feitiço contra o feiticeiro, Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia, 30 Anos de Poesia, Heartache Poems, dentre outros. Participa de mais de 30 antologias. É organizador e patrocinador do Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, desde 2005. Expõe seus textos no site http://www.galinhapulando.com/ Contato: valdeck2007@gmail.com

Saturday, September 12, 2009

Projeto Pão e Poesia abre inscrições


Em qualquer esquina, em qualquer padaria...

Ao todo serão classificados 102 poemas, divididos em quatro categorias


Estão abertas até o dia 30 deste mês, as inscrições para a segunda edição do “Pão e Poesia – em qualquer esquina, em qualquer padaria” – projeto que consiste na impressão de poemas e obras de artistas plásticos em embalagens para pão. A iniciativa, além de abrir espaço para novos escritores, visa aproximar as obras poéticas do público, despertar o gosto pela leitura e o interesse das pessoas pela poesia, fazendo a literatura circular.


Idealizado pelo artista mineiro Diovvani Mendonça, o projeto está sendo viabilizado por meio do 1º Prêmio Pontos de Mídia Livre do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura (MINC) em parceria com o Instituto Aprender Profissionalizar (organização não governamental), sediado em Belo Horizonte.


A exemplo de 2008, os saquinhos de papel, apropriados para contato com alimento, serão produzidos no conceito *CARBO-NEUTRO, neutralizando assim as possíveis emissões de gases de efeito estufa (GEE) - aliando arte e responsabilidade ambiental.


“Além de incentivar a leitura e a produção de textos poéticos entre os cidadãos, nosso objetivo é também conscientizar e incentivar os proprietários de padarias na redução do uso de sacolas plásticas”, enfatiza Diovvani.


Os poemas selecionados, num total de 102, serão publicados em 120 mil embalagens e doadas, preferencialmente, às padarias das periferias da Capital e das cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O projeto é aberto ao público em geral e cada participante poderá se inscrever com até três poemas, nas seguintes categorias:


Haicai: poemas de três versos
Trova: poemas de quatro versos
Soneto: poemas de 14 versos
Verso livre: poemas de até 30 versos


Os organizadores esperam receber um número superior ao da edição anterior, quando o projeto recebeu quase duas mil inscrições, vindas de vários estados brasileiros, de Portugal e Itália.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail paoepoesia2009@gmail.com até o dia 30 de setembro (quarta-feira) de 2009. Ou pelos Correios, com data de postagem até o dia 25 de setembro. Acesse o regulamento nos sites http://www.paoepoesia.org/ e http://www.iaprender.blogspot.com/.

*CARBO-NEUTRO foi concebido para neutralizar total ou parcialmente qualquer atividade humana, seja, profissional, empresarial, industrial, administrativa ou cotidiana, que pode ser ligada direta/indiretamente aos produtos ou serviços que a empresa ofereça ao mercado, a processos, ações próprias ou terceirizadas. O programa ainda permite neutralizar viagens ou locomoção de executivos e funcionários, canais de distribuição, atividades de comunicação, promoção e eventos próprios ou patrocinados, e se estende a consumidores, funcionários e colaboradores que tenham interesse pela adesão.


Wednesday, September 09, 2009

Nova Coletânea: últimos dias para inscrição

O projeto Nova Coletânea está editando seu novo livro denominado "Livre Pensar Literário".

Você novo autor e membro colaborador do projeto de inclusão literária está convidado a participar da 5ª antologia temática.
Nova Coletânea recebeu convite para expor o livro na Bienal de Sergipe no fim deste ano. Será uma grande alegria para todos cumprir um circuito de inclusão em que novos estados e diversas regiões do Brasil, Argentina e Portugal participam.

Desde 2005 estamos nesta estrada e já vislumbramos tempos melhores em nossa jornada. Muitos têm acreditado em nosso ideal e vêm unindo forças seja na divulgação, na disponibilização de espaços e no trabalho voluntário.

O projeto não chegaria aonde chegou sem a cobertura eficiente da imprensa local e regional e a divulgação de escritores parceiros em seus blogs e no envio de fotos, comentários e material informativo.

Agradecemos O Jornal "Folha da Mata" de Viçosa, a TV Viçosa, afiliada da TV Educativa do Rio de Janeiro, o Jornal Regional Canal 13, a Câmara Bahiana do Livro (CBaL), a WebCitizen, a Redação da Assaz Atroz (Pressaa), Mariano P. Souza, Valdeck Almeida de Jesus, Carlos Conrado (Arcádia Literária, Aracaju) e todos os escritores das últimas antologias.

Esta semana informaremos quem são os autores homenageados da próxima edição.

Bruno Resende Ramos

Nova Coletânea - Projeto de inclusão Literária
http://www.novacoletanea.blogspot.com
E-mail: brunoteenager@gmail.com

Ato poético pela Paz na Bienal do Livro

O Instituto Imersão Latina fará um sarau durante o lançamento do Nós da Poesia com o nome: "Ato poético pela paz" com noite de autógrafos.

O dia 11 de setembro é um dia para lutar pela paz no continente americano. Foi nesse dia quando a ditadura militar de Pinochet se instalou no Chile de forma sangrenta, em 1973 e mais recente, em 2001, milhares de pessoas morreram durante os ataques às torres gêmeas, em Nova York, Estados Unidos. Nós poetas da Paz e da Poesia acreditamos que não há motivo para se travar guerras, a pulsão de vida do amor deve se sobrepor a da morte, que espalha tanta violência. Escolhemos a força construtiva dos pacificadores.

Autores da antologia por ordem alfabética: Angela Togeiro, Aníbal Albuquerque, Avelin Rosana, Bilá Bernardes, Brenda Mars, Carmem Cristal, Cláudio Márcio, Clevane Pessoa, Dimythryus, Filipe Marks, Graça Campos, Helenice Rocha, Iara Abreu, JéssicaAraújo, Karina Campos, Lívia Tucci, Lucas Guimaraens, Luciana Campos, Luciana Tannus, Luiz Lyrio, Marco Llobus, Maria Moreira, Marta Reis, Nina Reis, Neuza Ladeira, Regina Mello, Rosângela Ferris, Silvia Motta, Soninha Porto, Tânia Diniz, Rosa Pimentel, Roberto Bianchi, Terezinha Romão, Vagner Santo e Vicente Ferrer.

A montagem fotográfica ao lado foi feita por Bilá Bernardes, Cônsul de Poetas del Mundo de Minas Gerais, que também revisou o livro junto com Clevane Pessoa e Brenda Mar(que)s (organizadora da edição).

A ilustração da capa é criação da artista plástica Iara Abreu e arte final Coletivo Contorno.
Mais informações:
Brenda Marques Pena

Escritores baianos em sarau poético


Por: Valdeck Almeida de Jesus

Com o objetivo de unir os novos escritores baianos e incentivar a escrita, a publicação e o lançamento de livros, disseminar informações pertinentes à literatura e ao mercado editorial, o Projeto Fala Escritor foi criado pelo poeta Leandro de Assis, com a colaboração de Carlos Souza, Fau Ferreira, Monique Jagersbacher e Valdeck Almeida.

A programação contará com recital poético, lançamento de livros e antologias dos novos autores baianos e palestras pertinentes ao universo literário. Ao completar um ano de projeto, os poemas recitados em cada edição farão parte de uma antologia a ser lançada, tanto no projeto quanto nas escolas públicas do estado.

No primeiro encontro, teremos a palestra "Como Publicar um Livro", ministrada por Valdeck Almeida de Jesus, além da programação abaixo:

Recital Poético:
-Alexandre Amaral
-Renata Rimet
-Carlos Conrado
-Betânia Uchoa
-Elionedson
-Railton Teixeira -Cordel
-Carlos Alberto Barreto
-Leandro de Assis
-Grigório Rocha
-Nickie Jagersbacher
-Nádia Cerqueira, Buzzy de Carvalho e Nara Góes apresentam: Renascer Poético

Palestra:
Palestra: Marketing Pessoal Para Escritores - Carlos Souza

Participação Musical:
Carlos Ventura e Rick Vieira

Lançamentos:
Antologia Alma Brasileira - Sandra Stabile (Organizadora)

Serviço:
O que: Fala Escritor
Onde: Saraiva Mega Store do Salvador Shopping
Avenida Paralela, s/n° - Salvador/BA
Quando: 12 de setembro de 2009, às 18 horas

Contatos:
Leandro de Assis
(71) 8831-2888

Fontes:

Friday, September 04, 2009

Leitura: Atividade Solitária ou Solidária?

Foto: Bruno R. Ramos, Laé de Souza (ao centro) e Valdeck Almeida de Jesus

Uma coisa é certa: ler é, na maioria das vezes, uma atividade solitária, mas, nos últimos tempos, eu a tenho compreendido, inequivocamente, como uma ação extremamente solidária.

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Imagino como seria minha vida sem a leitura... Por certo que ainda precise quase sempre de bastante silêncio ao meu redor ou estar retirado, fora do convívio dos outros, para desfrutar melhor de sua prática, contudo foi ela que me tornou um ser mais sociável e me abriu caminhos para chegar até o outro, assim como de outros encontrarem coisas comuns, idéias que os fizessem também aproximarem de mim.

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E foi nesta busca incessante pelo fazer melhor que , com a ajuda do grande poeta e ativista cultural Valdeck Almeida de Jesus, encontrei um ícone da nossa cultura, um grande trabalhador, autor de inúmeros projetos de leitura em nosso país. O seu nome? Laé de Souza.

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Para quem ainda não teve o prazer de conhecê-lo faço saber da sua extensa contribuição ao universo literário. Laé de Souza é escritor, dramaturgo, produtor cultural, bacharel em Direito e Administração de Empresas, autor de várias obras e projetos que incentivam a leitura. Podemos destacar entre eles os projetos Encontro com o Escritor, Ler é bom, Experimental, Lendo na escola, Minha Escola Lê, Leitura no parque. Um cidadão incomum na dedicação ao leitor e a cultura. Todo o seu trabalho é feito com grande carinho e amor e, por isso, torna a leitura um hábito prazeroso. O principal objetivo do artista é despertar o interesse pela leitura e desenvolver a sua criatividade. Laé foi um grande incentivador do projeto Nova Coletânea.

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Encontrando-o na Bienal da Bahia, dedicou alguns minutos de sua atenção ao projeto, dando-me conselhos e apontando caminhos. Em seu depoimento, a alegria de estar motivando o hábito da leitura e a continuidade do projeto que já tem uma grande estrada percorrida. Muito tem feito pela causa literária.

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O seu projeto "Lendo na escola", iniciado há mais de sete anos, alcançou mais de 400 escolas em todo o país, tendo ele imensa receptividade dos profissionais de educação. Testemunhei o seu sucesso na grande feira da Bahia. Cercado de crianças, pais e familiares dos seus leitores - mirins, Laé, com grande prestimosidade os atendia. É claro que fez este aspirante sonhar com um Brasil leitor, nação de homens e livros como também quis Monteiro Lobato. Do mesmo modo confesso que as ações da Nova Coletânea, apesar de serem tão modestas, também me trazem essa satisfação e, mesmo com as dificuldades que me cercam como organizador não me desanimam.

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Vamos no passo a passo, mostrando que muito além da gente há pessoas que já trabalham pelo Brasil afora, levando incentivo à leitura e à prática consciente do bem servir a nação.

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Em nome de todos aqueles que desenvolvem ações neste âmbito, agradeço a Laé de Souza pela sua persistência, seu carisma e imensa contribuição à educação do país.

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Página do autor Láe de Souza: http://www.projetosdeleitura.com.br/

Telefones: (11) 2743 - 9491 e 2743 - 8400Rua José Neto Júnior, 108

03584 - 070 - São Paulo SP
Fonte: Nova Coletânea

Tuesday, September 01, 2009

Fragrâncias e Ordenhas Historiais em “As Espirais de Outubro”, Romance de Whisner Fraga

“Mas não se preocupe, meu amigo/
Com os horrores que eu lhe digo/
A vida realmente é diferente/
Ao vivo é muito pior...”

(Belchior)

Aila, personagem principal narradora-memorialista do romance “As Espirais de Outubro”, ora no passado, ora no presente, ora no futural (o Nobel de Literatura brasileiro), ora um sem tempo ou tempo nenhum, o que dizer dela? Implicações, reinações, florações. Respigando. Paradoxos, ossos e ócios do oficio de ler-ser-escrever-ter-se (tecer-se). Brilhante romance como se fosse escrito a ferro e afago; escrito como uma espátula impressionista a arrancar fios, recalques, tiras, simulações, descaminhos, espirais – da vida-obra-livro: Aila ela mesma no fim do seu íntimo outonal.

Tantos personagens-páginas vão e voltam, estão e soam, dizem, costuram elementos-paisagens e assim compõem a estrutura narrativa do belo romance do Whisner Fraga, já autor de Coreografia dos Danados (Edições Galo Branco 2002), e A Cidade Devolvida (7 Letras, 2005). A intimidade devassada pela velha escritora em um apartamento no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro. O nome do bairro já alude a um rasgo de incêndios revisitados pela ótica da narradora-personagem querendo assim alumiar resquícios de vida louca, personagem de si mesma em agonia a esperar um fim, sem ter se dado um fim em si mesmo, preferindo prolongar a agonia de viver no que escreve, mesmo negando isso. Nas reminiscências ficando a sua espécie assim de continuação... Como se ordenhasse as ovelhas das memórias recapituladas em prosa poética, mas com estilo, qualificação, ora desbunde, ora rancor, sempre o que foi (tem sido) naquilo que agora expropria entre erranças associadas, heranças historiais e inventários de si mesma no camarim das horas e honras indispostas. Penumbras.

A melhor obra é quando o próprio autor morre no final? Mortos acompanham a obra de Aila/Whisner. Um cortejo de palavras, tristices, corpos, danações. Fantasmas pontuando parágrafos como se querendo compor lidas adjacentes, a colocarem pingos em dáblios, não em is. O apartamento. A cidade. Tudo ali, vida em viço, o inicio, a composição de, depois o estado decrépito, erros e acertos, fragrâncias e decomposições. O câncer, o Nobel, o diário-romance (reinventando a vida em declínio?), lembrando aqui e ali Clarice Lispector, ora Hilda Hist, ora Lygia Fagundes Telles, mas sempre ele mesmo Whisner com talento e maestria levando a correção do livro e à corrosão de uma vida-personagem enlivrada. O diabo mora nos desfechos? Mergulhos em maldições. A coitada da vez tendo voz-escrita. Não tem como não se encantar com Aila. A mulher carregando a violência, quase incapaz de domá-la, no entanto com trejeitos peculiares costurando-a nas contações, domando, por fim, a ordenha de momentos, fragmentos, destilos, despojos, jorros narrativos da feia e fera se entregando de mão beijada. Tem um toque poético e um jeito que cutuca um enfoque meio Nelson Rodrigues em certas paragens-interpretações do sentimento ledor, da existência-monstro-poderoso com brincadeiras e perversidades. Ai de ti Botafogo!

A espera pela morte, da morte. Familiares reduzidos a momentos e sentenças. Amigos catados de escombros, e ainda assim dando alguns suportes afetivos. Personagens-relações transfigurados, compondo o cenário de amor, dor e de horror com reticências. Será o impossível? O ar abafadiço estaciona na memória requentada. Os vazios da rotina. O livro-filho-continuação. Presenças e ausências ressentidas. Janelas da alma no quarador de tantas implicações, alguma de fundo falso. Lugares fechados, sombrios. Pés enxofrados das palavras-libertações. O mesmo lugar, lugar nenhum, qualquer lugar em si mesmo.

Você, na correria estúpida da vida in Sampa também embrutecida, quer ler o livro do Whisner Fraga de supetão, não consegue. É corrompido a ler como um desgaste de ferrugens da alma da Aila, é levado a parar, truncar, ir e voltar, rever, como se arrancasse suas próprias espirais e tivesse que adentrar àquele mundo criado lento, devagar, aos poucos, na prosa poética que seduz, cativa, aponta dedos em faces que ora chegam, ora saem, entrecortando parágrafos como se tudo fosse uma balburdia literal de acasos, ocasos e pertencimentos querendo ser avaliados, feito desespelhos. Memórias sangram palavras. Não é fácil procurar culpados, pior, achá-los. Não se podendo parir um filho, poder parir um livro, não deixando um legado de horror-filho mas um legado de reconciliação-livro. Escrever continua sendo mais fácil do quem existir.

O pai, a mãe, Augusto, Catarina, Karina, Adriano, Fabrícia, todos (presenças arrebanhadas), a cara e a corrosão da autora-Aila em parecenças. Iguais diferentes? Cada um com sua cruz-crusoé, ilha-alheamento. Nós. Suicídio, indiferença, a faca da linguagem cegando, instantes-trevas. Vaidades antigas, corpo em desalinho, embriagações em memórias talvez inventadas. O ser-não-ser? Clandestinos amores, ecos, zelos, não há lógica na mortevida, no destino, apenas capitulações, vestígios de ausências, exercícios de perdas. A morte sendo preparada em livro. A freira, o homossexual, a vida boêmia, o Rio de Janeiro continua límpido. Entre sombras amealhando curtumes. O diário-monólogo, o último ato antes de. Qualquer coisa. Espirais. Maldições e coitados tendo voz. Por eles, por Aila mesmo, em recomposições a espera do final que certamente virá. Melancolia. Sentimento de esterilidade frente ao que passou, se passou (se passou?), foi, está, virá, é cruz-destino. A campainha. O telefone. A vida-fera e o recolhimento antes do último suspiro. Veias de comunicações in-terrompidas...

“...a cidade decadente, cinza, com suas baías comprometidas, fétidas, os rios acuados no meio de uma civilização agressiva, o mal que fizemos escancara-se por todos os lados” (Pg 36). Os poros da Aila ela mesma essa cidade que narra. Não pode sair de si, mas pode expandir-se no que corajosa destila, escreve, nomeia, delata, conta, romanceia na metalingüística de escrever sobre o que descreve. O desmanche de coisas que não quer que migrem para o vazio. Escrever é ficar de alguma maneira entre rascunhos e escritas-momentos?

Carcaças agônicas preenchendo vazios. Não ser esperada e não esperar. Muito triste. Escreve para se ter consigo mesma. Ah o self.

“A morte se aproxima e polvilha sobre a minha cabeça todas as faltas arrebanhadas, exige um balanço final ou um prelúdio para o encontro fatal, quando me cobrarão erros” (Pg 52). A longevidade desastrosa, as situações obsessivas, conflitos, filtros de. Um romance sobre a escrita dele. Memórias vasculhadas. Rascunhos e originais. A preparação para o desfecho bendito/maldito. Os loucos são especiais pra Deus? Há um Deus? Viver é a qualquer custo? Sobreviver tem um preço, dói desatinadamente. E re-eescrever o subViver, feito mesmo assim um escreViver? Prazer Prozac de viver? A consciência do Zero.

“Essa palavra tão banalizada, nada pode acrescentar à história que não seja dúvida” (PG 108). Nomeações que seriam (foram) imprudentes. Pondo o dedo com indisfarçável rancor (negado) em feridas revisitadas. Consciência pesada e vaidade leve. O querer não querendo. O desdizer. O negar afirmando. Contundências. O desgosto de lembrar, pior, ter que lembrar para auditar (auditar?) o que foi real e o que deveria ter sido, poderia ter sido, só o é no que nomina sob disfarces e a expectativa do fim, no camarim da vida se extinguindo...

“Como explicar ao filho o mecanismo do patinete? A escolha do galho da goiabeira mais propício à construção do estilingue(...)” (Pg 122). O futuro na morte resgatando a obra que ficou... O filho que não teve (drumondeando) e fez-se livro?

Um Dia, pré-final: romance misturando descrições e evocações, imaginário e aventuroso, contradições, o alterego, licenças poéticas, tudo tirado do mesmo final. Feliz ou infeliz? Ler pra saber. Isso fica com a sensibilidade atiçada do leitor no envolvimento, ele também um reinventor do que lê, pelo que pensa, sente, aquilata, do que tem de bagagem e gosto por leituras de peso. O romance As Espirais de Outubro é sim, um clássico. Um esgotamento de sensibilidade depois das páginas-lágrimas, vidas-personagens, verdadeiros espirais do talento e da sensibilidade do Whisner Fraga, num trabalho também de edição de belíssima qualidade sob a Coordenação Editorial do Valentim Facioli. Leia e sofra. Leia e viva. Leia e grude. Leia e curta. Leia e sinta por você mesmo. Leia e deguste o final do romance que na verdade não se enquadra assim a priori em estilo nenhum, é um trabalho literário mágico falando das incongruências da vida levada a reboque. Dor e agonia. Criação e criatura. Ah que bom que, assim como o passado tem asas, o escritor tem uma linguagem edificante, toda própria. O fazer falando do fazer. Todo bom escritor é isso: esperar que o leitor de alguma forma e por um seu motivo também morra no final. Saí mais leve dessa leitura-vida-e-morte. Em algum lugar do passado, em algum lugar do presente, aqui no livro-lugar do futuro. Ah as espirais do tempo-rei...

Silas Correa Leite – Escritor, Jornalista Comunitário, Teórico da Educação, Conselheiro em Direitos Humanos, pós-graduado em Arte e Literatura na Comunicação (ECA/USP) - E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.portas-lapsos.zip.net Autor de “Campo de Trigo Com Corvos”, Contos, Editora Design, finalista do Prêmio Telecom, Portugal, à venda no site www.livrariacultura.com.br

Thursday, August 27, 2009

PRÊMIO LITERÁRIO VALDECK ALMEIDA DE JESUS DE POESIA 2008

Valdeck Almeida leva 35 poetas baianos à 14ª Bienal do Livro do Rio.

O livro “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – Ano IV” é o resultado de um projeto antigo, acalentado pelo escritor que dá nome ao prêmio. A quarta edição reúne 242 poetas do Brasil, Argentina, Espanha e Portugal.

Para a maioria dos escritores esta é uma estréia em grande estilo, pois seu lançamento, durante a 14ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, é uma oportunidade ímpar. O evento ocorre no Rio Centro, de 10 a 20 de setembro de 2009. Somente da Bahia foram selecionados 35 poetas e poetisas que fazem parte do livro.

Após o lançamento no Rio o livro será lançado no Espaço Castro Alves do Salvador Shopping, na capital baiana, dia 10 de outubro de 2009, às 18 horas. No coquetel, haverá recitais, palestras e declamações feitas por participantes do livro e convidados.

Sonho antigo
Valdeck Almeida acalentou a ideia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando o escritor teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 31 anos o Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas.

O primeiro livro-filho, “Feitiço Contra o Feiticeiro”, no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este Brasil a fora. O segundo livro, “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, biografia romanceada, faz tanto sucesso que foi traduzido para o inglês.

Valdeck Almeida de Jesus sabe o que é correr atrás de editoras e receber não como resposta. Ele não queria que outros poetas tivessem a mesma sorte. Por isso, criou o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, que dá oportunidade a gente do mundo inteiro. Inscrições para 2009 no site:

http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=1422976

Sobre o Autor
Valdeck Almeida de Jesus é um poeta e sonhador. Lançou os seguintes livros: “Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, iUniverse, New York, USA, 2004; “Feitiço Contra o Feiticeiro”, Scortecci, São Paulo, 2005; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Scortecci, São Paulo, 2005; 1ª edição – 100% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Giz Editorial, São Paulo, 2007 – 2ª edição; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; Participa de mais de vinte antologias de poesias.

Site pessoal: http://www.galinhapulando.com/

SERVIÇO
O quê: Autógrafo de “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – Ano IV” – Organizado por Valdeck Almeida de Jesus
Onde: XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Estande da Giz Editorial – Entre as ruas “C” e “D”, Pavilhão Laranja
Quando: dia 19 de setembro de 2009, às 16 horas

Contato com a Imprensa:
Valdeck Almeida de Jesus
valdeck2007@gmail.com

Contato com a Editora:
Simone Mateus
giz@gizeditorial.com.br
(11) 3333-3059

Dados Completos da Obra:
Título: Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia
Org: Valdeck Almeida de Jesus
Editora: Giz Editorial
Número de páginas: 262
ISBN: 978- 85-785-5033-2
Editora: Giz Editorial
Assunto: Romance brasileiro
Número da edição: 1º edição
Formato: 16 x 23
Preço: R$ 40,00

I Concurso de Poesia Poetas em Desassossego

1. Estão abertas as inscrições para o 1º Concurso de Poemas Poetas em Desassossego, até 21 de Setembro de 2009, valendo a data de recebimento do e-mail.

2. Tema: Caminhar no mundo. Serão aceites unicamente poemas de versos livres, tendo como objecto incentivar o gosto pela poesia, aprimorar e revelar poetas.

3. Poderão participar quaisquer pessoas que tenham mais de 18 anos e que escrevam em Língua Portuguesa.

4. Os poemas devem ser inéditos, isto é, não publicados no todo ou em parte em quaisquer veículos de comunicação.

5. Cada participante poderá inscrever até 2 poemas de versos livres. Os poemas devem ter no máximo 20 versos/linhas, digitados/dactilografados em papel A4 branco. A enviar uma biografia (máximo 5 linhas), terá de conter nome, e-mail, e endereço.

6. Os trabalhos (2 poemas e biografia) deverão ser enviados para: caminharnomundo@sapo.pt

7. Os seleccionados farão parte da publicação de um livro (em papel e em e-book) a ser publicado por uma editora com publicações on-line.

8. O resultado será divulgado 10 dias após o encerramento das inscrições aos premiados e na mídia.

Friday, August 21, 2009

Concurso premia contos de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros

Por - Iurirubim
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Literatura, iniciativa que vai escolher contos de temática LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) a serem publicados em uma antologia.

O Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Literatura existe desde 2004. Esta é uma edição especial, dedicada ao universo LGBT, simbolizado pela figura do escritor e ganhador do reality show Big Brother Brasil, Jean Wyllys.

Organizado pelo próprio Valdeck Almeida, o concurso tem inscrição gratuita, que deve ser feita até o dia 30 de novembro. Podem participar contistas com obras já publicadas ou não, desde que a obra enviada seja inédita (veja o regulamento).

Cada autor pode inscrever apenas um conto, que deve ser enviado para o e-mail valdeck2007@gmail.com.

Obviamente, serão desclassificados quaisquer contos que tenham algum tipo de discriminação, homofobia, racismo, preconceito ou menosprezo aos homossexuais.

Os doze melhores contos deverão ser editados em antologia organizada pelo escritor Valdeck Almeida de Jesus, sem ônus para os participantes. Cada autor publicado receberá um exemplar do livro pelos correios.

A edição poderá ser lançada nas bienais internacionais do livro da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, nos primeiros três anos seguintes à publicação.

Além de organizar Prêmios, o próprio Valdeck Almeida já participou de vários concursos e recebeu, em 2008, pela sua “obra literária sobre poesia homoerótica e pela contribuição que vem prestando ao Movimento Homossexual Brasileiro”, o Prêmio Luiz Mott de Cidadania, promovido pelo GLICH - Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual.

Tuesday, August 18, 2009

I Prêmio Nacional Clube de Literatura

Atenção: são duas seleções distintas.

Inscrição Gratuita

Um livro inéditoI Prêmio Nacional Clube de LiteraturaPrêmio Geraldo Mello Mourão / Poesia / 2009Obra de Língua Portuguesa, escrito por brasileiros de qualquer parte do território nacional.

Prêmio: primeiro lugar: R$30.000,00

Deve ser apresentado em 3 vias, papel A4

Paragrafação em espaço duplo

Letra em Times New Roman, tamanho 12

Número de páginas entre 80 e 100. Devem ser numeradas.

Desde a primeira página, aparecerá o primeiro texto ou poesia.

Além das três vias impressas, a proposta do livro também deverá sem em CD-R, contendo o currículo do autor, com etiqueta indicando: 1- nome do concurso, 2- área de inscrição Livro Inédito, 3- Título da obra, 4- pseudônimo do autor e 5- curriculum (somente a palavra curriculum, demonstrando que também acompanha o conteúdo do CD).

As inscrições poderão ser remetidas via correio

Ideal Clube

Avenida Monsenhor Tabosa, 1381

Bairro Meireles

60165-011 - Fortaleza - Ceará*

A decisão da comissão de análise é soberana, ou seja, indiscutível.*

Exceção: Textos Inéditos

XII Prêmio Ideal Clube de Literatura

Prêmio Geraldo Mello Mourão / Poesia / 2009

Os escritores cearenses nativos (naturais do Ceará) e/ou residentes (não nascidos, mas que lá residem) poderão concorrer com textos isolados, ou seja, poesias inéditas.

Cada poema inscrito poderá ter no máximo 5 páginas.

Prêmios:1º lugar: R$7.000,00

2º lugar: R$5.000,00

3º lugar: R$3.000,00*

Mesmas regras de formatação das obras que concorrem ao Livro Inédito.** As obras classificadas do 4º até o 50º lugar serão publicadas e os autores receberão 10 livros como premiação.

OBS: Informações diretamente nos endereços acima descritos.
Valdeck Almeida de Jesus

Monday, August 17, 2009

1º CONCURSO DE POESIA MÃOS QUE FALAM E 2º LIVRO DE POESIAS

O projeto Alma Brasileira convida você para participar do nosso 1º CONCURSO DE POESIAS e da nossa 2ª Antologia de Poesia e 2ª de Crônica - MÃOS QUE FALAM

Cada Poeta decidirá com quantas páginas quer participar o mínimo de 03 páginas, cada página terá o valor de R$50.00 dividido em até 4x.
Para cada três páginas direito a 05 livros + lançamento. TEMA LIVREE serão escolhidas as três melhores poesias - o primeiro lugar terá como premio seu livro solo editado com até 80 páginas.

Apoio Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande e Projeto Fala Escritor e Valdeck Almeida

Sandra L. Stabile
Antologia Alma Brasileira
Contato: Horario comercial - 71 3356-0024 3241-5122 - 91783-788 Fax 3243-9048

Thursday, August 13, 2009

Escritor Baiano leva 35 poetas da Bahia à 14ª Bienal do Livro do Rio



O livro “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – Ano IV” é o resultado de um projeto antigo, acalentado pelo escritor que dá nome ao prêmio. A quarta edição reúne 242 poetas do Brasil, Argentina, Espanha e Portugal.


Para a maioria dos escritores esta é uma estréia em grande estilo, pois seu lançamento, durante a 14ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, é uma oportunidade ímpar. O evento ocorre no Rio Centro, de 10 a 20 de setembro de 2009. Somente da Bahia foram selecionados 35 poetas e poetisas que fazem parte do livro.


Após o lançamento no Rio o livro será lançado no Espaço Castro Alves do Salvador Shopping, na capital baiana, dia 10 de outubro de 2009, às 18 horas. No coquetel, haverá recitais, palestras e declamações feitas por participantes do livro e convidados.


Sonho antigo
Valdeck Almeida acalentou a ideia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando o escritor teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 31 anos o Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas.


O primeiro livro-filho, “Feitiço Contra o Feiticeiro”, no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este Brasil a fora. O segundo livro, “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, biografia romanceada, faz tanto sucesso que foi traduzido para o inglês.


Valdeck Almeida de Jesus sabe o que é correr atrás de editoras e receber não como resposta. Ele não queria que outros poetas tivessem a mesma sorte. Por isso, criou o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, que dá oportunidade a gente do mundo inteiro. Inscrições para 2009 no site http://www.galinhapulando.com/


Sobre o Autor
Valdeck Almeida de Jesus é um poeta e sonhador. Lançou os seguintes livros: “Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, iUniverse, New York, USA, 2004; “Feitiço Contra o Feiticeiro”, Scortecci, São Paulo, 2005; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Scortecci, São Paulo, 2005; 1ª edição – 100% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Giz Editorial, São Paulo, 2007 – 2ª edição; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; Participa de mais de vinte antologias de poesias.

SERVIÇO

Lançamento: 19 de setembro de 2009, às 16 horas

Local: Estande da Giz Editorial, Entre as Ruas C e D (Pavilhão Laranja)

Título: “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – Ano IV”

Org. Valdeck Almeida de Jesus

Editora: Giz Editorial

ISBN: 85-785-5033-2

Páginas: 280

Preço: R$ 40,00

Monday, May 25, 2009

Prêmio Valdeck Almeida de Jesus divulga vencedore

"prêmio Literário Valdeck Almeida De Jesus" Divulga Vencedores

Por: Valdeck Almeida de Jesus

Criado em 2005 pelo escritor e poeta Valdeck Almeida de Jesus (*), o prêmio é um dos mais importantes da literatura brasileira, pois tem inscrições gratuitas e dá oportunidade a poetas do Brasil e do Mundo de terem seus trabalhos publicados. Durante as edições passadas, foram lançados mais de 300 novos poetas no mercado editorial.

Os livros são lançados em feiras de livro e em bienais da Bahia e São Paulo. Em 2008, durante a 20ª Bienal de Sampa, a antologia foi lançada no estande da Giz Editorial e reuniu escritores e poetas do país inteiro. Para 2009, Valdeck promete lançar mais de 200 poetas na Bienal do Rio de Janeiro, prevista para setembro.

Confira a lista dos aprovados:

Nome
Adalberto Caldas Marques
Adenir B. G. L. de Souza
Adriana Aparecida de Oliveira Pavani
Adriana E. Dellorefiche
Aidner Mendez Neves
Alana Marques da Silva
Alex Bruno Rodrigues de Jesus
Alexandre Guimarães da Costa Alecrim
Aléxis Cerqueira Góis
Allan Pitz Ribeiro de Souza
Altair Fonseca Ramos
Álvaro Reis
Ana Cristina Afonso Cavazzana
Ana Nery Pereira da Silva
Anair Weiricch
André Chamun Calazans
André Sesti Diefenbach
Andréa Muroni
Andreev Augusto Pena da Veiga
Andréia Moro Maranho
Angela Togeiro
Anna Maria Avelino Ayres
Antônio Boavida Pinheiro
Antônio Carlos Assis Alves
Antonio Cícero da Silva
António dos Santos Boavida Pinheiro
António Félix Flores Rodrigues
Antonio Jorge Abdalla
Camila Carillo Bahia
Carla Sofia Lopes Ribeiro
Carlos Alberto Ribeiro
Carlos Alberto Silva
Carlos Alexandre da Silva
Carlos Antonio Leite
Carlos Augusto Sousa Borges
Carlos Augusto Souto de Alencar
Carlos Cesar Bordignon Ribeiro
Carlos Eduardo Marcos Bonfá
Carlos Eduardo Pereira Theobaldo
Carlos Roberto Pina de Carvalho
Carmen Vervloet
Cassiane Schmidt
Chrystiane Akegawa Garcêz
Cinthia Nunan Baptista Kriemler
Cláudia Faria Pereira
Claudia Gomes da Cunha
Crisália Souza Silva
Cristiano de Souza
Darcy Ribeiro da Cruz
Denis Marangoni dos Santos
Diamantino Ferreira
Diego Lopes da Silva Alves
Dilermando Mota Sales
Dorli Gromowski Bessega
Ed Carlos Alves de Santana
Ednei Freires dos Santos
Édson Augusto Alves
Edson José Lins Costa
Edson Teigi Hirae
Eduardo de Paula Nascimento
Elaine de Cássia Bender
Elaine Milena Ramos
Eloísa Menezes Pereira
Elton Junior Martins Marques
Emerson Antonio Miguel
Eraldo Souza dos Santos
Erinaldo Barbosa da Silva
Eulália Cristina Costa e Costa
Eurípedes da Silva
Evandro Figueiredo Candido
Evelyne Santana da Silva
Everaldo Martins Gomes
Éverton Germano Araújo Melo
Fabricio Martines Alves
Fátima Venutti
Fernando de Sousa Pereira
Fernando Ernesto Baggio Di Sopra
Fernando Ferragut Paganatto
Filipe Barcelos de Faria
Flávio Cardoso Reis
Francisco Evandro de Oliveira
Francisco José Raposo Ferreira
Francisco José Sobreira de Matos
Genardo Chaves de Oliveira
Generino Gabriel de Jesus
Geraldo Ferreira da Silva
Geraldo Trombin
Gerci Oliveira Godoi
Geyme Mannes Correa
Geziel Ramos Silva
Gilberto Marassi de Loiola Leite
Gilson Santos de Jesus
Giomário Nunes Torres
Giovani Guedes Iemini de Rezende
Heitor Trindade da Silva
Heloísa Bueno de Moraes
Hênio Delfino Ferreira de Oliveira
Heric Steinle
Isa Carolina Soares de Souza
Isabel Florinda Furini
Isis Araújo Ferreira de Carvalho
Ivaneti Nogueira de Jesus Silveira
Izilda de Camargo
Jackson Alessandro de Andrade Caetano
Jaélzia Denise Barreto Crespo Rangel
Jânia Maria Souza da Silva
Jean Carlo Silva
Jean Rocha Teixeira Duarte
Jéferson dos Santos
Jefferson Carvalhaes de Oliveira Souza da Silva
João Carlos Rodrigues Galvão
João Pedro Seibel Wapler
Joice Souza Cerqueira
Jorge Guilherme Tomaz de Alarcão Potier
José Alberto Lopes
José Carlos da Silva
José Luiz Amorim
José Maciel Neto
José Moreira da Silva
José Renato Barbosa Valero
Josélia Pena Castro
Josete Maria Vichineski
Juçara Regina Viegas Valverde
Juliana de Araújo Bumbeer
Juliana Farias Pacheco
Julieta Santoni Suzano
Jussára Custódia Godinho
Juventino José Galhardo Júnior
Karen Raicher Muscalu
Karoline de Souza Viana
Leandro Cunha de Assis
Lenita dos Santos Ferreira
Leonardo Silveira da Silva
Lorena Rodrigues de Souza
Lourdes Neves Cúrcio
Lucêmio Lopes da Anunciação
Lúcia Helena da Silva
Lúcia Regina Gomes de Lontra Costa
Luciane Maria Lopes Zanata
Luciano Henrique Pinto
Luciano Spagnol
Luís Alberto Gusmão Rocha
Luís Carlos de Oliveira Barbosa
Luís de Aguiar
Luís Fernando Amâncio Santos
Luiz Alberto Conceição Farias
Luiz Carlos Vieira
Luiz Godim de Araújo Lins
Luzdalva Silva Magi
Madson Hudson Rego Moraes
Marcel Franco da Silva
Marcela Cristiane da Silva
Márcia Regina de Araújo Duarte
Márcio de Jesus Souza
Marcio Dison
Marcio Fabiano Monteiro
Marco Antonio Coelho de Moraes
Maria Angela Manzi da Silva
Maria Apparecida S. Coquemala
Maria de Fátima de Moraes Marques Henriques
Maria Del Carmen Britto Mendez
Maria Santana Leite
Maria Valeska Berardo Pessoa de Souza
Mariana da Silva Mourão
Mariana Sierra de Oliveira
Marina Gomes de Souza Valente
Marlene Amélia de Nazareth
Marlene Correia Ferraz
Marlon Couto Ribeiro
Matheus Bueno de Bueno Funfas
Mauro Cesar Bartolomeu
Maycon Cypriano Batestin
Michelle de Castro Pannunzio
Mónica Susete Curado Godinho Cunha
Neida Rocha
Nilcéia Gazzola
Nildes Trigueiros Rodrigues
Nilmário Pereira dos Santos Quintela
Nilo dos Anjos Gomes
Norberto Antonio
Paula Cristina Fraga Alves
Paula Miasato
Paulo Assim
Paulo Vitor Barbosa dos Santos
Pedro Gade Rodrigues
Pedro Márcio Arantes Di Pietro
Rafaela Beatriz Dias Ferreira
Raimundo Teixeira Sousa Filho
Raul Felipe Schmidt Machado
Regina Prieto Romolo Guilherme Barbosa
Reginaldo Correia da Silva
Reginaldo Costa de Albuquerque
Régis Arantes de Freitas
Renata Iacovino
Renata Paccola Frischkorn
Renata Rimet Ramos Silva
Ritamar Invernizzi
Robinson Silva Alves
Robson Gomes de Brito
Rodrigo Cézar Limeira
Rodrigo Rocha Pita
Roque Aloisio Weschenfelder
Rosana Banharoli
Rosário Bernardo Santos
Rose Gonçalves
Roseli Princhatti Arruda Nuzzi
Samuel Freitas de Oliveira
Sara Souza Gehlen
Saulo Miranda Feitoza
Semi Gidrão Filho
Sergio Trochinski
Simone Alves Pedersen
Simone Maria de Lima Lessa
Sônia Maria Ferraz
Sonia Maria Lobo Moreira da Silva
Sonia Maria Nogueira
Suzana Arruda Cordts
Suzana Dulce Corrêa Fagundes
Taiane Caroline Cruz
Talita Paula Machado Lobo
Tássio Simões Cardoso
Tatiana Alves Soares Caldas
Teresinha Gatelli
Theo Gonçalves Negreiro de Braga
Thiago Paes de Barros de Luccia
Tiago Oliveira Cardoso
Trajano Amaral de Oliveira
Ubiracy Olimpio da Silva
Uili Bergamin
Valquíria Gesqui Malagoli
Valter Rodrigues Mota
Vanessa Campos Ratton Ferreira
Varenka de Fátima
Vera Maria Puget Blanco Bao
Verônica Miranda
Vinícius Lima dos Reis
Virgínia Marília Candeias Santos Mareco
Vladimir Silva
Wagner Paiva Fernandes
Weder Alves Barbosa da Silva
Wilson Kleber Falcão de Alencar
Ygor Moretti Fiorante
Yolanda Soares de Souza
Zara Patricia Mora Vázquez

Perfil o autor:

Valdeck Almeida de Jesus é escritor, poeta e estudante de jornalismo, 4º semestre, da Faculdade Social da Bahia. Autor do livro “Memorial do Inferno: A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, já traduzido para o inglês. Seus trabalhos são divulgados no site www.galinhapulando.com

Sunday, May 17, 2009

Sunday, February 08, 2009

A CRITICA LITERÁRIA BRASILEIRA

Para o Mestre Fernando Jorge

A Nova Crítica Literária Brasileira, às vezes nem é nova (pelos ranços e vitupérios arcaicos), nem é crítica (pelo exercício bocó da dialética imediatista do esculacho janota e boçal) às vezes sequer é literária, quer pelos devaneios de pseudos-jecas pops ou por algumas mesmices de trivialidades engodadas por certos cacarecos de organdi, ou, ainda, pode ser apenas e só isso: brasileirinha. E ainda, sorry, casca grossa e sem seca. Uns têm nome, outros inventam poses, há os que, rançosos, desqualificam uma estréia sazonal, e ainda há os que, por inveja (boa ou má), injetam venenos por causa de frustrações adquiridas, já quem não têm um merecido sucesso e permanecem neomalditos, independentes daqueles clubes de esquinas, de clubes de egos, de testes de sofás e até periféricas oficinas que mais rotulam e vendem peixe de fim de feira do que enobrecem o filão tão propenso a tolos de ouro e vice-versos.

A Nova Crítica Literária Brasileira, coitada, tem patetas de ocasião, cariocas postiços, gaúchos saradinhos, paulistas alocados e mais algumas mineirices de intelectualidades masturbatórias e, pajelanças Leminskianas. E ainda existem outros. Caetanear, por quê não?. A crítica literária brasileira apanha de relho alhures e fica paradoxal: gosta de dar vexame, chuleia citações, agasalha pandarecos e, no final, alardeia uma saideira para todos, até porque ninguém é de ferro, e, depois da tempestade vem a leptospirose.

A Nova Crítica Literária Brasileira cheira a sabão de cinzas. Mas os cueiros estão cheios. Pensa que pensa. Acha é o que não é. Ora, nossa crítica babaquara é bananeira que já deu goiaba, mas, ainda assim, no tear do imaginário impúbere, troça, troca, erra e faz-se singer em roca errada. Saravá, Caio Prado.

A Nova Crítica Literária Brasileira só tem um eventual (e ordinário) verniz novo, laca laica, pois todos beberam - como nosotros - em mágoas paradas; salutar seria se fosse pelo menos serena, crível, polida, e tivesse algum mimo no trato com as ordenanças do chamado rigor formol. Mas nem isso. E para ser um puta roqueiro, cara pálida, tem que se ouvir Pixinguinha primeiro.

A Nossa Crítica Literária Brasileira - perdão, leitores - cheira sovaco vencido de sauro-rex (espécie em extinção), é polêmica pela própria natureza; navalha afiada no enfoque pseudoerudito, bodoque de citações, mas depois dá bom-dia a cavalo, sobe no pau de sebo e, baba baby, atravessa canteiros & e cardumes. Pior, literalmente pisa na bola, magôa. Tudo isso, não com estilo, mas com “estalo”. Só que, sendo polenta fria/ardida, vende, ventila, aparece, faz limonada sem limões, de tão azeda; quase curtida em antro próprio.

A Nova Crítica Literária Brasileira quer ser o que não é. E quando é, aqui e ali, vá lá, vale quanto pesa. Entra na técnica, no estilo, no criar propriamente dito, não viça tecendo loas ao inusitado, ou comparando lesmas com resmas, mormente porque, o crítico não tem que gostar da obra analisada, mas gostar, claro - óbvio ululante - de ser Crítico. Simplesmente isso. Ou não tem nada a Ler. Nem a SER.

A Nova Crítica Literária Brasileira adora espaço novo, adora autor novo, adora alguém vencedor. Fermenta entre avencas. Dá o drible da vaca no texto em si, e cai na gandaia de acionar uma metralhadora cheia de lágrimas (ou purpurinas mal resolvidas), atirando em tudo quanto é alvo, piorando quanto acerta mitos, totens, raízes, pilares. Paraná? Rio Grande do Sul? Santa Catarina? Sai de baixo! Desse eixo ninguém pode ser bom, que altera ânimos, atiça bezerros desmamados de éticas e com/Vivências. Cá entre nós, companheiro, se cada vez que alguém faz sucesso, ocasional ou só mesmo por acidente de percurso de destino, o circo pegar fogo, vai ser um desmanche artístico-cultural total. Coisa que as sensatas tradições gaúchas não fazem. Valoram bem e tudo. Faz sentido. Ainda bem.

A Nova Crítica Literária Brasileira, principalmente aquela bem pamonha que se nutre da mídia (e do open doping da mídia) no saturado eixo Rio-São Paulo, ignora os brasis varonis gerais. Aliás, em terra de Paulo Coelho, todo mundo que cai no palco iluminado da sorte (de ser bancado por uma grande editora), é, de presto, rotulado de mané, merece ser crucifixado no alvo-mira dos pedantes pra consumo. Aleluia, Monteiro Lobato.

A Nova Crítica Literária Brasileira - que quer ser o Provão do Amém - não existe, é conversa fiada para gerente editorial dormir, chove no molhado, arde no ego, glosa no freudiano, bebe em becos e feudos, destila veneno e depois, no trivial, pançuda e demodê, espera as vaias, os aplausos, os coiós atrelados, os arigós com grife. Para não dizerem que não falei de flores, a luta continua. Todo autor neomaldito adora encontrar uma Dalila para cortar os cabelos da sonhadora iniciativa peluda e sensacionalista. O resto é mágoa de fugitivos de pagos e estâncias. Eu, por mim, prefiro continuar neomaldito e morrer assim, do que me servir do pote de vísceras de egos doentios. Nem todo crítico que lê luz é cobrador da ligação. Há os isentos. Raros e curtidos. Em terra de cego, quem tem olho pensa que é dono da bengala. FUI.

-0-

Poeta Prof. Silas Corrêa Leite - Educador, Jornalista e Escritor - Pós-graduado em Educação, Literatura na Comunicação e Jornalismo Cultural )CA/USP) - Autor de O Rinoceronte de Clarice - onze contos fantásticos com três finais cada (um feliz, um de tragédia e um politicamente incorreto) - no site www.itarare.com.br
Autor de Porta-Lapsos, Poemas, 2006
Site pessoal:
www.itarare.com.br/silas.htm

E-mail: poesilas@terra.com.br

Friday, November 28, 2008

O Poeta [louco] das Flores

Foto: Wagner Américo - O Poeta das Flores



A pele negra está bastante enrugada, tanto pela idade quanto pela exposição diária ao sol enquanto trabalha. Mãos meio trêmulas, olhar às vezes perdido, o corpo já demonstra cansaço. Mas o Poeta das Flores, como é conhecido, luta para demonstrar que o tempo é apenas um companheiro inseparável. Suas roupas são bem simples, de um tempo em que se usava tergal. Ele usa um par de óculos de grau embaçado, que lhe ajuda a enxergar com o olho esquerdo. Wagner perdeu a visão do olho direito por não obedecer às prescrições médicas após uma cirurgia de catarata, em 2004. Este fato levou o poeta à depressão, inclusive ficou internado por dois meses num hospital psiquiátrico da cidade. A poesia, companheira inseparável, lhe deu fôlego para persistir e vencer a tristeza. “Escrever e declamar me fez renascer, enxergar o mundo com outros olhos”, declara, apesar de se ressentir de não ver com os dois olhos, pois sua sede de conhecimento é maior do que pode abraçar.


Wagner Américo Silva é um senhor de 84 anos de idade. Mede cerca de 1,75m de altura, 63 quilos, cabelo esbranquiçado, bem curtinho, já quase careca. Aposentado desde 1989, não se acomodou nem se acostumou a ficar em casa sem fazer nada, ou ‘aproveitando’ a vida, como muitos fazem.


Leitor inveterado, escritor de todos os dias e horas, Wagner carrega um caderninho onde anota os poemas que lhe vêm à mente. Acorda todos os dias por volta de 6 horas da manhã e parte para o batente. De sua casa, na Liberdade, para a barraquinha de bugigangas no terminal da Barroquinha, onde trabalha, ele gasta cerca de uma hora de ônibus de segunda a sábado. É no veículo que Wagner escreve poesias e guarda no bolso. Sonhando em publicar um livro de poesias, Wagner insiste em mostrar seus escritos a todo mundo, na esperança de receber um elogio. O poeta passa o dia inteiro no trabalho, vendendo ou tentando vender todo tipo de quinquilharia, desde zíperes a pente de espichar cabelo. De fácil conversa, apesar do ritmo pausado, faz amizade com vizinhos da barraquinha, com transeuntes e com os curiosos que se aproximam dele. Sempre declamando versinhos curtos, o poeta cativa gente de todas as idades. Sua saudação predileta, e que ele repete para quem lhe é apresentado, é esta:


“Vida, agora, total realidade,
Beleza de vida, rodeada de alegria,
Ao me dar felicidade em desejar
Meu caro amigo, bom dia!”


De volta pra casa, no final da tarde, ele se recolhe às oito da noite ao leito, a fim de descansar para a batalha do dia seguinte, que recomeça, invariavelmente, às 6 horas da manhã. Sua alimentação consiste em verduras, frutas, cereais e sucos de fruta. Wagner não consome carne nem derivados de animais. “Este é o segredo de viver 84 anos com a lucidez de um rapaz jovem”, gaba-se.


Quando tem um tempinho, o poeta prepara flores de papel colorido, em formato de rosas, nas quais grampeia um poema. O apelido Poeta das Flores lhe foi dado por Bene do Carmo, amiga há vinte e seis anos, com quem aprendeu a fazer flores de papel crepom. No início, Wagner comprava flores e distribuía junto com poemas, mas ficou inviável por causa dos custos.


Ele continua declamando nos finais de semana, quando caminha pela cidade, visitando as igrejas católicas da Liberdade e Centro Histórico de Salvador, recitando poesias e entregando rosas a quem lhe der ouvidos. O ritual é sempre o mesmo. O poeta aborda um transeunte, declama um dos seus poemas, abaixa-se e faz um gesto como se fosse beijar os pés da pessoa. Depois oferece a flor, esperando um elogio e uma gorjeta, que nem sempre vem. Wagner Américo não cobra para declamar, mas reclama, em particular, sobre a falta de educação dos brasileiros. “Quando é turista estrangeiro, recebo uns trocados, sou fotografado, o pessoal se aproxima, curioso”, desabafa. Em relação aos conterrâneos, Wagner é categórico ao concluir que “quase não me dão atenção, nem ao menos me agradecem ou me agradam”. Perguntado sobre o que é ‘agradar’, o poeta responde que seriam moedas ou mesmo uma notinha de dez reais, para complementar a sua renda.


Wagner revela ter um projeto cultural que “salvará a humanidade da perdição”. Trata-se do desejo de levar poesias às escolas e locais públicos, como praças e entidades e órgãos governamentais. “Eu queria saber o que é má índole, e ainda não descobri”, confessa ele, acrescentando que “a imprensa mostra muita violência na TV e jornais, quando deveria mostrar boas ações e incentivar o fortalecimento da cidadania”. Esta é sua missão: espalhar o amor, plantar a semente da solidariedade, falar de ecologia, denunciar os problemas sociais e as injustiças de toda sorte. Enquanto conquista espaço na metrópole, Wagner protesta contra o sistema político e segue sua vida de poeta errante: devagar e sempre.


Em dias de desfiles cívicos, como Dois de Julho e Sete de Setembro, bem como nas caminhadas do Bonfim e outras, ele se veste com uma toga preta, coloca a melhor roupa e sapatos, põe um chapéu de época e sai atrás do cortejo, com um estandarte no qual escreve um poema-desabafo. Suas vestimentas têm vinte, trinta anos de uso, de acordo com o poeta, que se gaba de poder preservar pedaços da vida através de objetos e das roupas.

Família de artistas
Wagner Américo tem nome de artista. A mãe apreciava música clássica, por isso colocou no filho o nome do músico alemão. “Aprendi a valorizar cultura no Rio de Janeiro”, se orgulha o carioca, filho de baianos que foram ao Rio em busca de emprego e lá tiveram o primeiro filho, em 1924. Com um ano, Wagner voltou à Bahia, onde morou até 1943. Decidiu retornar à cidade natal em busca de emprego. Na capital fluminense, conheceu Helena Fontes Silva, com quem se casou e teve Sheila, hoje com 60 anos. Os motivos da separação dele com Helena, entretanto, o poeta se esquiva de falar. Desde 1963, ele vive com Cleusa Ramos, mãe de Tchaikovsky, 38, o segundo filho do poeta, e Strauss, 28, o caçula.


O Poeta das Flores convive com Cleusa até hoje, numa casa de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, bem arejada, no Beco do Leandro, uma travessa da avenida Lima e Silva, próximo ao colégio Duque de Caxias. O beco onde ele reside é estreito, mal dá para passar duas pessoas lado a lado. Para se chegar à casinha, tem uma escada de uns trinta degraus. A casa tem, ainda, uma área superior, que Wagner usa para guardar livros, descansar, se recolher e escrever poesias.


A mulher é calada, fica somente a observar minha entrevista com o marido. Raramente fala algo, mesmo quando Wagner recorre a ela para lhe refrescar a memória sobre um ou outro fato do passado. Ela acompanha tudo, sem interferir.


Wagner, ao contrário, é falante. É um tipo que não pára de tagarelar, mesmo que eu tente interromper. Repete algumas frases já ditas, conta e reconta as mesmas histórias, como se tivesse ficado preso ao passado, do qual não deseja largar. Sobre seu gosto por poesia, o Poeta das Flores diz que veio da época em que viveu no Rio de Janeiro. “Quando morei no Rio, eu ia muito ao Teatro Municipal, assistia óperas e tinha contato com as pessoas que freqüentavam o ambiente”, relembra. “A cultura que aprendi lá é muito diferente da que vejo na Bahia. Aqui as pessoas não gostam de música clássica, de teatro, de ópera. Preferem essas músicas barulhentas, que enlouquecem a gente”, reclama.

De comerciante a camelô
Wagner diz que já teve dois armarinhos. De 1963 a 1974, a primeira lojinha era em sociedade com a família. Desavenças familiares motivaram sua saída do investimento em 1974, quando abriu um estabelecimento próprio, na rua Santos Dumont, 19. Esta loja mudou-se para a rua Marcílio Dias, 16, fechando as portas definitivamente cinco anos após a inauguração. O ofício de camelô Wagner Américo aprendeu no Rio, onde o poeta diz que vivia bem com as vendas. Na Bahia, após a experiência com as duas casas comerciais, teve vontade de voltar a ser ambulante. Inicialmente, sua banca foi instalada na Rua do Couro, ao lado do Hotel Castro Alves e da Igreja da Barroquinha, onde hoje é um Centro Cultural. Após o incêndio da igreja, em 1984, Wagner mudou o ponto para o final de linha da Barroquinha, onde trabalha atualmente. Sua riqueza são seus mais de 8756 poemas e rosas já distribuídas. Cada flor leva um número e um pequeno verso. “A riqueza do Wagner [a poesia] é intangível”, declara, convicto de ter feito a escolha certa para sua vida.


Pretende deixar de ser camelô para dedicar-se inteiramente à arte, mas a minguada aposentadoria de apenas um salário mínimo, que recebe do INSS, não lhe permitiu, ainda, o luxo de deixar o mercado informal, pelo menos por enquanto. Outro motivo justo para se manter na atividade é o projeto, antigo, de publicar um livro de contos e parte dos 97 poemas que afirma saber de memória. “Não vai ser um livro rebuscado. Será um livreto de poucas páginas”, resigna-se.


Num poema auto-retrato, Wagner revela: “No mundo louco de poesia e felicidade, o vil metal faz com que eu seja louco ativo e não possa viver no mundo dos loucos passivos. Eu sou louco”. Mas o Poeta das Flores fica indignado com aqueles que não o compreendem como um louco do bem, um louco lúcido e consciente do seu papel de cidadão. Revolta-se com aqueles que não percebem seu compromisso com a arte e dedicação em espalhar bondade através da poesia.

Um dos seus poemas prediletos:

Fui a Deus

Desesperadamente fui à alvorada, uma pergunta lhe fiz:
- O que devo fazer para sorrir, minha boa amada?
Ela me respondeu:
- Acorde a você e então será feliz.
Fui à manhã e tornei a perguntar, que de pronto respondeu:
- Levanta-te, anda com firmeza.
Fui à tarde, estava linda, calorenta mas suave, que retrucou:
- Levanta-te, anda e pisa com firmeza.
Fui à noite, com todo o céu fulgurante que surgia e implorei:
- Ajude-me que estou só.
Gargalhando com alegria, disse:
- Cubra-se e faça do próprio lume o seu lençol.
Fui à madrugada, orvalho caindo, deitei, rolei na relva como pássaro ferido. Ela me ordenou:
- Levante-se, erga-se, você não está ferido.
Fui ao vento, feliz aragem naquele instante:
- Imite-me, soprando as mágoas.
Fui ao mar, no seu vai-e-vem constante:
- Prossiga como as águas.
Fui ao firmamento e para encantos meus, tudo claro, total bondade. Ele me disse:
- Ama-me, ame à humanidade, ame a você próprio. Aí está a felicidade.


Friday, May 16, 2008

ASES promove concursos de prosa e de poesia

XIII CONCURSO DE PROSA
Prêmio Jornalista José Carlos Chiarion

IX CONCURSO DE POESIA
Prêmio Professora Teresinha Dutra Megale

Com o objetivo de revelar e divulgar novos valores literários, a Associação de Escritores de Bragança Paulista – ASES, promove o XIII Concurso de Prosa – Prêmio Jornalista José Carlos Chiarion e o IX Concurso de Poesia – Prêmio Professora Teresinha Dutra Megale.



XIII CONCURSO DE PROSA

Prêmio Jornalista José Carlos Chiarion
Tema livre
1. Poderão participar escritores, brasileiros ou não, desde que os trabalhos sejam apresentados em língua portuguesa.
2. Cada participante poderá concorrer com apenas um trabalho em prosa, conto ou crônica.
3. O trabalho deverá ser digitado ( arial/ times new roman – fonte 12),espaçamento simples, em papel sulfite A4 de um só lado, máximo de três páginas, em três vias, contendo apenas título e pseudônimo do autor.
4. Um envelope menor, anexo, deverá trazer do lado de fora o título do trabalho e o pseudônimo do autor; dentro deverá conter: nome, pseudônimo, título do conto, endereço completo ( imprescindível o CEP), telefone para contato, e-mail ( se tiver) e pequeno currículo literário de no máximo 10 linhas ( as excedentes serão desconsideradas).
5. Os trabalhos deverão ser entregues ou enviados pelo correio, para o seguinte endereço: Associação de Escritores de Bragança Paulista – Rua Cel. Leme, nº35- Centro – cep: 12900-340 – Bragança Paulista – SP – Colocar no lado de fora do envelope Autor Bragantino, se for o caso.
6. Prazo de Inscrição: 31.07.2008 ( Valerá o carimbo de postagem como comprovante da data de inscrição).
7. A ASES indicará, entre seus membros, uma comissão julgadora de reconhecida capacidade intelectual, cuja decisão será irrevogável.
8. Estão impedidos de participar sócios da ASES ( efetivos ou correspondentes).
9 . Serão premiados dez trabalhos, cabendo aos três primeiros colocados: troféu, diploma e participação gratuita na antologia de vencedores. Do 4º ao 10º colocado, receberão diplomas de menções honrosas. Os demais autores selecionados serão convidados a participar da edição da antologia, em regime de cooperativa. Poderá haver ainda menções especiais a critério da comissão julgadora. Os prêmios serão atribuídos em sessão solene em data e horário que serão divulgados posteriormente.
10- Os participantes de Bragança Paulista concorrerão em uma faixa especial., sendo atribuído troféu, diploma e participação gratuita na antologia ao melhor trabalho de autor bragantino.
11. Os concorrentes classificados serão notificados através de correspondência pessoal e o resultado do concurso estará disponível no site da Associação de Escritores de Bragança Paulista – www.asesbp.com.br a partir do dia 10 de outubro de 2008.
12. Casos de plágio comprovados são de inteira responsabilidade do concorrente, sendo este automaticamente excluído da seleção, com as sanções cabíveis.
13.O simples envio do trabalho implica a aceitação total deste regulamento.
14.Casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da ASES.
15. Os trabalhos enviados não serão devolvidos.


Informações complementares com Cida Moreira – (11)4032.7163 – appmoreira@yahoo.com.br; Henriette (11) 4033.3609 – henriette2007@terra.com.br
Bragança Paulista, abril de 2008.




IX Concurso de Poesia
Prêmio Professora Teresinha Dutra Megale
Tema livre

1- Poderão participar poetas brasileiros ou não, desde que as poesias sejam apresentadas em língua portuguesa.
2 - Cada participante poderá concorrer com apenas uma poesia, com no máximo 30 linhas.
3 - A poesia deverá ser datilografada ou digitada em papel sulfite A4,em três vias, apenas de um lado da folha, contendo o título e o pseudônimo do autor.
4 - Um envelope menor, anexo, deverá trazer do lado de fora o título do trabalho e o pseudônimo do autor; dentro deverá conter: nome, pseudônimo, título da poesia, endereço completo ( imprescindível o CEP), telefone para contato, e-mail ( se tiver), e pequeno currículo literário de máximo 10 linhas ( as excedentes serão desconsideradas).
5 - Os trabalhos deverão ser entregues ou enviados pelo correio para o seguinte endereço: ASES- Associação de Escritores de Bragança Paulista – Rua Cel. Leme, nº35-Centro – cep: 12900-340– Bragança Paulista – SP. Colocar no lado de fora do envelope Autor Bragantino, se for o caso.
6 - Prazo de Inscrição: 31.07.2008 ( Valerá o carimbo de postagem como comprovante da data de inscrição).
7 -A ASES indicará, entre seus membros, uma comissão julgadora de reconhecida capacidade intelectual, cuja decisão será irrevogável.
- Estão impedidos de participar sócios das ASES ( efetivos ou correspondentes).
8 - Serão premiadas dez poesias, cabendo aos três primeiros colocados troféu, diploma e participação gratuita na antologia de vencedores. Diplomas de menções honrosas do 4º ao 10º colocado, podendo haver menções especiais a critério da comissão julgadora. Os demais classificados serão convidados a participar da antologia de vencedores, em regime de cooperativa. Os prêmios serão atribuídos em sessão solene em data e horário que serão divulgados posteriormente.
10- Os participantes de Bragança Paulista concorrerão em uma faixa especial,sendo atribuído troféu, diploma e participação gratuita na antologia ao melhor trabalho de autor bragantino.
11 -Casos de plágio comprovados são de inteira responsabilidade do concorrente, sendo este automaticamente excluído da seleção, com as sanções cabíveis.
12 -Os concorrentes classificados serão notificados, através de correspondência pessoal, sobre o resultado do concurso que estará disponível no site da Associação de Escritores de Bragança Paulista- www.asesbp.com.br – a partir do dia 10 de outubro de 2006.
13 -O simples envio da poesia implica a aceitação total deste regulamento
14 -Casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da ASES.
15 – Os trabalhos enviados não serão devolvidos.

Informações complementares com Cida Moreira – (11)4032.7163 – appmoreira@yahoo.com.br; Henriette (11) 4033.3609 – henriette2007@terra.com.br -
Bragança Paulista, abril de 2008.


Ficha de Inscrição


Nome do autor...............................................................................................................................

Pseudônimo ...................................................................................................................................

Título do conto:..............................................................................................................................

Título da Poesia..............................................................................................................................

Categoria Especial ( autor residente em Bragança Paulista) Sim ( ) Não ( )

Endereço:........................................................................................................................................

Cidade............................................................................UF.............................CEP........................

Telefone residencial:.......................................................tel. comercial............................................

Celular.....................................................................e-mail...............................................................

RG............................................................................CPF.................................................................

Breve currículo literário ( no máximo 10 linhas)...............................................................................

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Tuesday, March 20, 2007

Chá Literário coloca Camaçari no circuito cultural da Bahia

Em plena segunda-feira, “dia de branco” como se costuma dizer, uma turma pra lá de gente fina, de pessoas que não se encontra em qualquer esquina, se reuniu na Biblioteca Jorge Amado, em Camaçari, para comemorar o Dia do Bibliotecário, brindar o aniversário de dezessete anos da biblioteca e também realizar o III Chá Literário de Camaçari. Tanta coisa importante acontecendo ao mesmo tempo, só podia dar no que deu. Sucesso total.

O evento, promovido pela coordenação do PROLER no Município, na pessoa de Jucilene Santos, conjuntamente com a Secretaria Municipal de Cultura, chefiada por Ivanildo Antônio, tendo apoio total e irrestrito de todo o corpo funcional da biblioteca e dos escritores Valdeck Almeida de Jesus, Vanise Vergasta, Miro Baía e Emerson Leandro, fez a sociedade pensante da cidade ter mais motivos para se orgulhar de estar ali.

Foi um caldeirão cultural que contou com a apresentação da Filarmônica 28 de Setembro, com o maestro Eudes Lindemberg apresentando a fina flor da música brasileira; palestra da pastora Dirleide Lima sobre a importância do poder que a leitura encerra; palestra de Patrícia Dias Fernandes sobre A Biblioteca Pública: portal de acesso local ao conhecimento; lançamento do livro O Romance da Torre do escritor, professor e pesquisador Francisco J. B. Sá; performance de Patrícia Almeida intitulada Cantação de História, além de recitais com os poetas Valdeck Almeida de Jesus, Vanise Vergasta, Emerson Leandro, Jailson Barreto, do repentista Bule Bule; apresentação do Coral Quarto 14; apresentação do grupo musical Caminho da Ternura e de performance musical de Miro Baía, cantando e encantando a platéia que lhe acompanhou com palmas e pedidos de bis!

O evento terminou com gostinho de quero mais, mas com promessa de continuação desse que já é o terceiro encontro misto de culturas de várias vertentes. É a prova de que quando o poder público e a sociedade se aliam num projeto de resgate da cidadania, muita coisa valiosa acontece.


Você já leu Memorial do Inferno, de Valdeck Almeida de Jesus?

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