Saturday, June 11, 2011

Six FUFU estreia em Salvador

Por: Valdeck Almeida de Jesus




Hilária, cômica, engraçada, supreendente. São tantos adjetivos que se podem usar que é melhor melhor assistir para entender e morrer de rir. Faça como Tomomé, o apóstolo que só acreditava vendo. E vendo, você também vai saber do que se trata. São esquetes que brincam com o cotidiano, com as situações cômicas que se passam na vida de qualquer um. Mas, com o tom satírico, sarcástico e irônico, você só vai ver em Six Fufu. O nome da peça já é um trocadilho com a famosa frase “vá se …” que todo mundo conhece mas fica corado se ouvir alguém pronunciar em público.

Em cima do palco, por trás das máscaras, plumas e paetês, todo mundo cai na dança e pede mais. Na trama, arlequins, chapeuzinhos vermelhos, travestis, diabos, pastores e sapatões, sem falar na Gabrixuhebe e Jeflux, mandando todo mundo ir à merda. Nada agressivo, no entanto. As esquetes se entrelaçam, brincam com a “invenção dos viados”, Santa Ceia, traição de Judas, não necessariamente nessa ordem.

Quer dizer, ordem tem, mas as cenas são ágeis, dinâmicas e ao mesmo tempo tão loucas e inesperadas, que a graça está justamente na supresa, na sutileza. Prestar atenção e dar pitaco pode, principalmente durante a interação da Beata Sapatão com o público, na dança de lançamento de um CD de música satírica.

No papel de uma travesti que caça homem nas esquinas, Léo Dragone surpreende pela originalidade. Ele encarna uma bicha podre que caça homem nas esquinas com outra biba e uma prostituta. Na caçada, faz uma viagem entre o brega e a decadência, demostrando bem a vida difícil por que passam as profissionais do sexo. Na pele de uma “baiana arretada” com sotaque mexicano, Leo faz a travesti sair do lugar comum e atrai olhares para a transformação que imprime à personagem Pitinha Furacão. O Pastor Chênia, outra personagem de Léo Dragone, luta entre a vontade de fazer fechação e servir à Igreja da Talaga Violenta, enquanto contracena com a Beata Sapatão e Gabrixuhebe. Finalmente, na Santa Ceia, é a principal amiga de Jeflux, com quem divide confidências sobre experiências no mundo do pecado.

No elenco, novas estrelas da cena baiana: Adriana Lisboa, Anderson França, Carlos Ferreira, Felipe Ferreira, Léo Dragone, Marina Ramos, Milena Bahia, Rogério Gomes, Wagner Góes e Victor Victório.

Serviço:
O Que? Espetáculo Teatral Six fufu… Seis Comédias Infernais
Texto e direção: Fábio Tavares
Classificação 14 anos
Quando: Sábados e Domingos às 19:00H (entre 14 de Maio e 14 de Agosto/2011)
Onde: Centro Cultural Ensaio – Sala/ Teatro Paulo Autran
Contatos: (71) 3010-7122, 3328-3628
Endereço: Av. Leovigildo Filgueiras, 58 Garcia (próximo à Faculdade 2 de Julho) Ingressos: R$ 15,00 (inteira) R$ 7,50 (meia)

Fonte: Jornal do Brasil

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VALDECK ALMEIDA DE JESUS nasceu em Jequié, Bahia, em 1966. Jornalista, trabalha, atualmente, como funcionário público, editor de livros e palestrante. Publicou os livros Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden, Feitiço contra o feiticeiro, Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia, 30 Anos de Poesia, Heartache Poems, dentre outros. Participa de mais de 30 antologias. É organizador e patrocinador do Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, desde 2005. Expõe seus textos no site www.galinhapulando.com

Contato com o autor: poeta.baiano@gmail.com

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